20 de dez de 2011
Ser negro numa terra ilustre que me acolheu
É ter firme propósitos e ações
Que me guiam a amar mais um pouco,
A continuamente tentar.

Ter na pele a sentença de um grito
Esperando o navio chegar
Um navio repleto de espírito
De temores e anseios sem fim.

Toda lágrima outrora esquecida
Da família podada à revelia
Hoje busca o sol da justiça
do respeito, da superação
Somos filhos de um desconhecido
Repartido em dezenas de tons
Com certeza um dia seremos
Mais que um som ou um corpo perfeito
Que tem voz, que tem dores no peito
E se alegra com toda emoção

Seres pretos erguei-vos, uni-vos!
Tua luz cativou meu momento
Contristai-vos, ide em torno ao coração
Percebei que sois fortes
Que a gana e a garra não são raras
Para quem acredita a luta é constante.

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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