20 de dez de 2011
Amedrontado estão meus filhos pelo tempo inefável.
Medo do outro, medo das sombras.
As lágrimas vem á tona.
Uma mistura de dor e saudade, de insanidade e perturbação.
Lá fora tá diferente. Cá dentro a conformidade materna me protege dos meus limites.
Medo do lixo, medo da água que limpa.
Medo da sorte, medo do tempo ocioso.
Medo das penas, da responsabilidade.
Medo da falta, medo dos excessos.
Medo do frio, medo da solidariedade.
Medo da fome, medo do alimento.
Medo das cores, medo da claridade.
Medo do efêmero, medo da solidão.

O que separa me une.
O que me une me excita.
O que me excita provoca.
O que provoca me insulta.
O que insulta afasta.
O que afasta me traz de volta.
E me leva ao esconderijo de minhas palavras.

Aqui não tenho medo. Assumo os comandos.
Dirijo meus passos. Conduzo minhas ações.
A volta tá repleta do novo.
Transformação que acalma, ordena e classifica.
Aprendo a lidar com o homem que me ameaça.
Ele tá cheio de medos como eu.
Lidar com o medo alheio é saber que não estou sozinho.
Contra o medo só nos restam as palavras. E com elas, todo o risco.
Não há como acertar quando eu me esqueço do erro.

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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