31 de jan de 2012
I
De quem seria a culpa primeira senão daquele que primeiro pecou? Se a liberdade me é lícita, o perdão dispensado em larga escala e a justiça, a serva, o que foi feito de meus anseios ou devaneios enquanto dormia o Criador de todas as coisas?

Lá pelas oito da noite, como de costume, saía para o parque verde em frente sua casa. Caminhava olhando pro céu, como se de lá viesse a resposta derradeira. Outrora, aqueles caminhos a conduziam à velha casa do Senhor da Estrada. Hoje, após a destruição que em chamas deixara a velha casa, ninguém sabe, a exatos vinte anos, o paradeiro daquele que a iniciara na arte visionária de olhar para as estrelas. Agora, só vê as estrelas escondidas num breu cintilante. 

II
Trinta minutos me são suficientes. A vontade está em não retornar pelo caminho traçado na ida. Como braços de rio, quero mesmo é encontrar o mar perdido no sonho dos meus instintos.

Entretanto, não fosse pelos velhos conselhos daquela jovem alma, teria eu imediatamente, feito da minha liberdade o umbral que soleira meus pecados, tão sórdidos como o mais precioso metal exposto na vitrine por onde passam os maus. 
A serpente se exaltara ao se defender. Meu poder tão singelamente se apoderara do mais fiel fruto que de tão intransigente e conducente aos vales dos demônios, tão atrativo e auspicioso se demonstra.

Então, resolvi pecar.

E pequei desmedidamente, igual louco que tem a lua como bússola. Pequei por meus pais que ainda sofrem. Pequei pelos pequeninos que tão inocentemente matam. Transgressões me tiram o sono todas as noites. O meu corpo é a chama que do interior clama por prazer. Prazer que me leve ao mais suntuoso sítio. Estou ferindo os meus princípios. Mas se Deus, comedidamente ama, talvez assim condene. O preço que ando pagando exige de mim uma demanda de prioridades. Se o meu pecado te conduz ao engano, te dou o fruto ora velado para que degustes. 

Meu espírito não quer retornar à casa. 

Ao ver o corpo à minha frente, frio, palidamente gélido, pensei:  "Que Deus o abençoe. A vida não lhe fora nenhum pouco justa!" 

III
Sem nenhum constrangimento assumi diante de mim a culpa outrora esquecida pelos nossos pais. Vi diante de mim, o fruto putrefacto. Sem cor ou apetite. As vontades desaparecem diante de um corpo frio. Prazeres se diluem no lado esquerdo da cama, agora vazio. Sabores tornam-se água insalubre. 

Minhas mãos se encheram rapidamente de sangue. Ao me virar, percebi a trilha deixada. Quantas atrocidades perdidas. E o velho ainda não chegara.

Meu espírito ficou em fragmentos pela estrada. Deixei-o próximo de todos aqueles que me são hostis. Nos umbrais das casas, fui sorrateiro. Onde não via a cruz estampada de vermelho, tornara-se habitat de meus demônios. Sorrateiros. Saqueiam as praças. Esta caminhada me fez relembrar frases ainda não ditas, alimentar-me do vazio inconveniente. 

IV
Se pecar é deixar o corpo infringir a alma, confesso que não há nexo algum na narrativa exposta até o presente. Agora, se pecar é deixar-se invadir espiritualmente, para que eles o façam, entendo muito mais os meus delírios. Agir me permite ser. Existencialmente.

Quando a fera, austera e demente, soube que Cícero despertara em Agostinho o gosto pela filosofia, eis que suscitara nela uma fome incomum. O que é o sexo diante do mal ou bem outrora inimigos? A fome ou nudez? A fala? O gesto? Como quantificar o tanto de mal que existe aqui dentro, se o bem ainda aflora no peito? 
E para corrigir tamanho erro, essencialmente moral, cria-se a graça divina. Cria-se a ausência do mal. Cria-se o livre-arbítrio. 

Me permiti hoje fazer justiça. Cometer graça e dispensar liberdade. Acalentar a fera, que mesmo austera, insiste atormentar minha alma. Feri o corpo para libertá-la. Dualidade esquisita e preponderante. Ainda querem espaço em mim do que tão pouco tenho pra dar.

                  

30 de jan de 2012
Me sacias,
quando a fome assola e não acho razões que viabilizem minhas dúvidas.
A Lua entorpece meus olhos. A nuvem se esconde atrás de meus juízos.
A minha natureza se desintegra antes que o mar adentre meu útero, levando vidas ocultas.
O coração assume o seu posto. Tua mão chega em socorro. Meus pés tremem ao solo ateu. 
Aqui não conheço ninguém. Terra estranha num mundo confuso. Meu sol brilha em conformidade com a música que a cada meio tom, fica mais excitante. A terra seca abre-se como uma erosão intolerante que vai destruindo as casas que encontra pela  frente.
Meu coração é a casa. Meu corpo, a terra.
O tempo isolara-se num lugar suntuoso de meu cérebro. Meus vizinhos, ainda não os conheço. A cumplicidade leva um tempo pra nascer. É difícil quando temos que criar novos laços. Não quero que a casa desapareça durante a contenda. Para tanto, vou deixar bem calmo o espírito. Leve enquanto anda nas ruas solitárias da ilusão.

Me tens quase inteiro,
e não olhas demasiado pros meus defeitos. Não queres saber quanto ainda tenho pra dispensar em alegrias. Não precisas mais disso. O tempo estabiliza-se. A chuva dos questionamentos paira sobre a cidade. O avanço desenfreado de minhas erosões, me dão certo tempo. A ociosidade é combatida em troca de afetos e sinceros abraços dispensados aleatoriamente. 
Não escolher a quem me dirigir, só me tem aguçado a fala.  












29 de jan de 2012
Anoitecera novamente. A sala é invadida rapidamente pelos desejos mais ocultos. Não cabe desvendá-los nesse instante. Paralisa-se o espaço e o tempo. Não sei quantificar a duração, sei que por momentos fiquei paralisada com o copo d'água na mão. De repente, fui ao quarto e garanto que o que vi não me surpreendera. Lá estava ele novamente, desta vez com sua barba por fazer. Seus pés estavam como sempre, descalços. Alto, pele clara com um incomum sorriso. 27 anos. Não era casado nem quis sê-lo. Seu rosto  lembrava um guerreiro antigo de uma Roma em períodos de ascensão. Sempre com calças de um tecido cru e um belo paletó lhe compunham o estilo. Cabelos longos às maçãs de um rosto inacabado pela leve cicatriz ao canto do queixo. Olhos bem pretos, tais como os cabelos, franziam-se na circunstâncias das grossas sobrancelhas. Seus pés desvendavam a sutileza e simplicidade de um amigo que não tolera falsas impressões da realidade perdida.

- Boa noite!

A voz lhe tremia o rosto. Os seus pés e mãos contraiam incessantemente. A luz da lua transitava indefinida pela janela. Um som agudo instalara-se em meus ouvidos. Uma sensação de perda assolara em meu peito.
Antes que forças eu tivesse para responder-lhe, uma fria sombra apoderara-se do meu corpo ao ponto de deixar-me prostrada ao chão frio.
A inconsciência relutando em minha fraca memória. Lembrava do tempo de criança, quando corria pela rua de minha avó. Lembrava do primeiro beijo roubado. 

- Boa noite! 

Desta vez, a voz impusera-se como a de meu pai. Levantei-me tão subitamente. 

- Boa noite! Por quê? Desta vez, eu não entendi!

- Os desejos precisam ser acalentados. As verdades necessitam de cheiro, de cor, de sabor. Muito a aprender, minha serva, minha imagem refletida atrás do espelho! 

Friamente, respondeu-me. 
Só então entendi que minhas forças de nada encontravam caminhos. Erros me constroem à duras asserções da alma. 
A imagem do velho amigo desfizera-se em nuvens de areia. Areia do mar mais oculto. Areia do deserto da ideia. 
Refiz o semblante. O copo d'água representava o meu corpo desfeito em cacos pontiagudos no chão. Podia ferir qualquer um naquela noite, sobretudo a mim mesma.
Um banho quente se fez necessário. Lavando o corpo a energia da alma sussurra. O espírito se inquieta. A lembrança da pureza batismal açoita o punhal instalado à mão para ferir. A imagem da perseguição e abate do cervo fica latente às memórias efêmeras. A sensação de fraqueza não resiste ao banho. 
Um cigarro tenta responder minha insanidade. Limpei o cenário da minha ilusão e, lembrei-me:

- Toma só um quarto desse remédio!

Disse minha mãe, ontem preocupada. Foi necessário uma metade. Dormir nunca foi tão importante. Aos poucos vou adormecendo. As sensações vão cedendo ao cobertor. E, os desejos, resolvem descansar.
Acabaram-se, 
entregaram-se, 
ensaiaram-se. 
Se foram os meus ventos, 
cigarros,
preguiça. 
E eu só me calo,
entrego, 
admito. 
Nossos corpos só tentaram,
suaram, 
ousaram. 
E o dia apenas raiara, 
aparecia, 
entregava-se. 
Porém o pensamento em constantes andanças, 
tons,
semelhanças.
Já não eram os mesmos que bebiam,
fumavam,
choravam. 
Pois, os meus cigarros nem sempre me dizem, 
inflamam, 
saciam.
E a fome austera, 
diária, 
constante.
Vai compensando com o rádio, 
som, 
TV. 
E nos embalamos,
cantamos, 
choramos. 
Alegramo-nos, 
entristecendo-nos, 
acalentando-nos.
27 de jan de 2012

meus dedos
minha fala
meu tormento
meu consolo
o auxílio chega rapidamente
minha força, meu sossego
eu me calo
e não sofro
vou em frente
abandono
meus pesares
te entrego
meus sabores
te renego
quando penso
não entendo
quando falo
fico atento
para não atrapalhar os espíritos
que em vão
insistem em sucumbir-me
hoje já não temo
a mim mesmo
A tua pele se insinua
para o encontro mais preciso
e tua boca encena o ato 
derradeiro

Tua cruel fragilidade
embora o mundo seja injusto
compensas com toda firmeza
e agilidade

As diferenças se atrapalham
como uma flor, rosa ou espinho
no dia-a-dia da cidade
amas sem culpa

Uma vez por mês é necessário
dispensas tuas energias
fazes com que o mandamento
ainda se cumpra

Tu amamentas fantasias
daqueles que ainda são frágeis
não dá pra entender o outro
na mocidade

Se esquecem sempre de dizer
o que é tão belo escutar
o amor do outro pode até
não me encontrar

Dispensas muitas alegrias
educas com sinceridade
amparas e mostras o rosto
pra defender-se

Antes da mãe tem uma mulher
e antes tem um ser humano
que quer amar sem requerer
sem ter um dono










26 de jan de 2012

Vamos falar de tais juízos
Não podes mais persuadir
Conte-me sobre os teus desejos
Não sobre o fim

Meu celular tá desligado
Até que eu me recomponha
Expor demais minhas mazelas
Não me refaz

Meus discos todos arranhados
A sala está uma bagunça
No quarto, roupas espalhadas
Tremem os muros

De um lado a outro eu só sinto
Que o remorso bate à porta
Porém a chave da emoção
Me transparece

Mas, eu não vou abrir a porta
Porque não posso assumir
De uma vez minhas loucuras
Os meus verbetes

Ao meu redor estão aqueles
Que ficam sem compreender
Que o que passa aqui dentro
Não crê nem vê

E todas possibilidades
Vão se esgotando lentamente
Mas meu desejo ainda insiste
Roubar-te o beijo

Beijo da solidariedade
Eu não quero justificar
Que a minha insanidade
É te perder

Hoje admito o insucesso
Das investidas incomuns
Sei que eu sempre traio o verso
E escondo a culpa

Minhas manias são tão frágeis
Que eu me deixo sucumbir
Da inocência da idade
Do meu porvir

Tenho que hoje compreender
Tão valioso quanto o ouro
É o olhar simples e justo
Feixe de luz

A mente luta com o corpo
Este não quer obedecer
Tantas frações de sentimentos
E de prazer

Se isso é muito eu já não creio
Eu já não sei me defender
Nunca o outro foi tão raro
Pra entender

Que bate um coração sofrido
Quer só sentir-se pertencido
Então as marcas pelo espelho
Refletem o medo

A possessão nunca foi certa
A falsa intuição também
Os gestos tendem à verdade
Discernimento

25 de jan de 2012
Hoje acordei sem vontades
E parecia o que não sou
E quanto mais eu me esforçava
Estava só

O meu transtorno é bipolar
Quando eu quero não assumo
Desconto a raiva ao luar
E durmo impuro

Eu não conheço os que me batem
O meu sorriso é comparado
Todo meu corpo arrepia
Não tenho vez

Você nunca é o culpado
Das frustrações que eu herdei
A tua ajuda é necessária
E só eu sei

Até parece que o mal
Quer se instalar dentro do peito
Todas as peças deste jogo
Hoje rejeito

A máscara é minha arte
De ser o que pretendo ser
Enquanto os homens se retratam
Me revoltei

De longe me viram feliz
De perto me viram o rosto
Agora eu já não posso mais
Manter o corpo

Você tem que me perdoar
Pois, me conhece quase inteiro
E as marcas soltas pelo ar
Refazem o jeito

Eu não entendo alguns pronomes
O meu não pode ser só isso
O teu é muito singular
o nosso é o meio

Meio da gente se acertar
Pois o remorso tarda ao feito
Já não dá mais pra retratar
Pois o respeito

É quem vem dosando a vida
Mas pra você posso ficar
Feliz e assumir de fato
Nosso desejo



23 de jan de 2012

                      I

     Lembra da infância do beijo, da leveza do sorriso estampado na face cravado na carne fraca que sussurrava por alma?
O desejo não se questiona, não se limita. Se impõe.
Meu corpo suplica clemência.
De um lado ao outro só encontro limites que ferem como lanças sem proporções.
E, novamente, o corpo pede clemência.
As sobras de um pouco de esperança insurgem na debilidade que move os movimentos involuntários do meu corpo, como as folhas de uma roseira que, embora secas, resistem ao vento altruísta.

 O corpo pede uma alma que o resgate do abandono.

                  II

Sacrilégio é o gosto amargo da fé. Ando como se estivesse rastejando...
Peculiares são os olhares de todos os lados. Ao me virem começam a mistificar meu silêncio. Não entendem que sou uma estrutura que clama por justiça.
Não compreendo o erro nem a falta. Quantas sombras tentam abafar meu encanto. A dor se cala levando consigo o meu grito. O que me resta? Rastejar.
Levo comigo só o peso do meu corpo que pede um olhar irrestrito, uma chance de brilho, um reflexo de voz.


               III

Ontem ninguém chorou minha falta.
A lembrança alimenta a alma e recompõe o corpo.
Fui como poeira. Ninguém desejou sorte à minha partida.
Hoje estou aqui e o cheiro da morte incomoda. Meu corpo exala toda a indignação de uma vida.
Resta o espaço, o tempo e um corpo.

               IV

 Ensina-me a falar.
Coisas novas me dão alento. Me faça feliz!
Vamos reaprender a andar.
Venha, me ajude a levantar.
Correr, quero saltar no escuro da esperança e beber de sua fonte.
Agora estou sorrindo. Dei um passo. Meu Deus, outro passo!
Sábio engano numa perspectiva positiva.
Tive fome. E me deste de comer.
Relendo as primeiras páginas, descobri entrelinhas no discurso jamais entendidas. Hoje entendo. Que os olhos vêem o que o coração medita. Que as lágrimas caem indagando reconhecer os erros. Que o cheiro clama pelo totalmente outro. Que as mãos ousam tocar o desconhecido.
Ensina-me a perceber.
Outro passo. 


                                                                  Ame.

                                                      Perceba.

                                          Entenda.

                                   Sofra.

                           Chore.

________________________________________________

                           Chore.

                                  Sofra.

                                        Entenda.

                                                   Perceba.

                                                               Ame.




À míngua ou no conforto, lá vem ela bem explícita
Claridade ou devaneio, qual indulgência me livrará do pressuposto?
Amando demais encontrei subterfúgios
Agora estamos nós lado a lado
Fito meus olhos à frente e ignoro o outro
Ele vai e eu fico
Fico catando o alimento pela estrada
Bebo do que me dão
Me indumento de esmolas
Simples como a rosa no final do ciclo
Singelo como uma promessa
Sorridente entre inocentes
Apavorado com os maus pensamentos
Que me chegam à consciência
Aguardo um juízo tolerante
Pois viver me tem saído caro
Meu coração tá de mudança
Para uma casa singular
E da janela vejo a lua
Solta no ar
Ninguém vai passear do lado
Só se tiver a permissão
A confiança humilhada
Fica no chão
O pavimento é bem gelado
E as paredes estão à espreita
De um vacilo inesperado
Ninguém aceita
E no telhado está escondido
Minha visão fica velando
Possa diante do inimigo
Me defender
Lá nessa casa eu vou morar
No quarto escuro consumar
Enquanto vou me distraindo
Pra não chorar
Ninguém quer ser o fiador
Umas mazelas fazem fila
Já entreguei a casa antiga
Ao seu senhor
O aluguel está em dia
Não há quem venha reclamar
Deixo as paredes bem pintadas
Só fica a dor
Essa eu não quero aliada
Ao meu desejo ou preferência
Eis uma nova tentativa
Poder amar
Aumenta a popularidade
Daquele que vem governando
E há quem não ache banal
Ter próprio o teto
Algumas vezes eu me pego
Sonhando em me prontificar
Anfitrião das alegrias
E te poupar
Os meus vizinhos insinuam
A minha droga e a conduta
Quero uma casa que não haja
Remorso ou culpa
Politicamente correto
Eu vou fazendo minha parte
E não me intimida mais
Ser pouco esperto
A minha sala está fadada
Absorver o bem alheio
Mas vou deixando já bem claro
O meu espelho
Lá no quintal tem uma varanda
Que leva ao canteiro do meio
Algumas plantas me são raras
Outras têm cheiro
Lá na garagem tem espaço
Suficiente pra entender
Vou escolhendo quem me cabe
E rompo o laço
Não vou passar o endereço
Isso já é um embaraço
A quem deseja meu desejo
Eu fecho os braços
Não que eu me tenha confundido
A minha vida é uma casa
Reconstruída em meio a cinzas
Os seus pedaços

Quem é você?
Me dê um momento, só um instante da tua atenção:
Sou mais uma pessoa dentre tantas que só querem entender o que se passa no mundo.
Transformaram-no num só. Hoje o mundo que me rodeia não se importa tanto comigo, parece que ele tem vida própria e quer ser compreendido tanto quanto eu. Ele não capta mais os momentos imediatos da sensibilidade humana. Sob a bandeira da igualdade da informação (sua alma), ele está mais preocupado em ecoar o grito da satisfação, da isonomia e da imunidade.
Me afeta não perceber a minha importância, dignidade ou felicidade. Adequação. É ao que ele me limita. Ver sem sentir, comer sem saciedade, ouvir sem falar. A isso se reduziu o meu consumo.
De novo pergunto:
“- Quem é você?”
Sinto a mácula sem ter a culpa. A falta sem cometer o crime.
Óbvio demais pra minha humilde educação. Fácil demais pro meu entendimento. Rápido demais pra minha percepção.
Você é o mundo? Quanta objetividade, quanto tempo perdido.
Minha fala não atinge mais.
Voltar é impossível.
Irreversível.
Quanta informação, “ó mundo cruel”. Pretensioso, ele só quer atenção. Influencia meu discurso.
“Quem sou eu?”
Faz-me questionar a minha subjetividade, que se exaure diante da rapidez do seu pensamento.
Quem dentre nós ousa questioná-lo.
Adequação, subjulgamentos, calar a voz.
Minha distinção é nada perante sua força.
Minha sabedoria sucumbe à sua.
“Quem somos nós?”
Conduz-me às águas profundas da tua sabedoria...
“Mundo” pequeno. “Nós”, minúsculos. “Eu”, o nada.   



So Broken

Tão quebrada
Tão quebrada,
em pedaços,
meu coração está tão partido
eu estou desconcertada.
Aqui vou eu
Tentando me superar daquilo
série de corações partidos
Pensando,
Nunca mais me alcançará.
Eu estou tão quebrada,
heðan-biður-afte-care,
Tão quebrada,
heðan-biður-afte-care,
Yeah, ha-ee, ha-ee, ha-mmm,
heðan-biður,
** parte em islandes **
Wooh-ahhh-hmm...
Tento aterrizar,
suavemente este nosso aeroplano,
que parece destinado a explodir,
Estou tão quebrada,
heðan-biður-afte-care,
meu coração está tão partido
heðan-biður-afte-care,
Yeah, ha-ee, ha-ee, ha-mmm,
Como é possível, como é possível
E eu percebo (?)
Toda a continuidade
se desfez
passo a passo agora baby
Estou tão quebrada
heðan-liður-afte-care
I'm-m-m-mmm...arrasada
heðan-biður-afte-care
Yeah, ha-ee, ha-ee, ha-mmm
** parte em islandes **
Estou tão...
Completamente incurável, baby
Ohhh!!
Ohh-er-him
Estou tão quebrada

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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