2 de jun de 2012
Mania de animar seres abstratos
Dormir quando é tempo de estar só
Correr para enganar o dia
Chorar e se esconder na noite

Sem fantasia e com uma trouxa de utensílios pra acondicionar dentro do armário
E a alma resiste em recuperar o brilho interno
Desistiu da gana de participar do mundo do outro
De perceber as cores além do próprio fosco junto à mente

Dezenas de tons azuis por todos os lados
Vermelhos e amarelos alcançam a vista decadente
E quando o cinza se cansa de permear em meus óculos embaçados 
É que a imagem real dos sonhos vem à tona

Fantasmas deixam de iludir-me quando eu penso
A pele recupera sua cor
O filho reconhece os pais na velhice
Na tristeza ou na dor
Os esposos se reconciliam
Os cegos recuperam a visão
E veem um novo mundo no outro que se estende ao abraço


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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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