10 de jun de 2012
Quando no feto eu esperava
Qual manto rasgado
Nu, indesejado
Ora calma, ora aflição

Sem poder optar,
A decisão já se cabia
E por uma breve ironia
O perdão chegou remoto

No meu peito batia
às custas da fome de alma
a vontade encantada
(...)

Traí o destino

Compuseram-me aos sinos
Da igreja do centro

O mundo me foi hostil
À cruz me conduziu
Até o ponto insensato do espírito
Donde se escondiam as verdades primeiras
Àquelas ocultas no feto esquecido
Amargo, indigesto

Imagens do medo primordial
Que inaugurou a existência
E que me conduzem rumo ao eterno
Ainda que efêmero, eu me preste
Ao mundo ilusório do sofrimento

Da dor do parto
Do fim que justifica o meio
Ou do meio que justifica o fim




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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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