27 de jun de 2012
Estou em busca de repouso
O céu me trará algum abrigo
Dependurado está o meu riso
Escarnecido meu desejo
Já não existem mais barreiras
Que desapontem meu destino
Enquanto espero, o tempo passa
A direção está sem guia
O meu sagrado pede ajuda
O meu profano se aflora
A boca não encontra o verbo
Se fecham os olhos no perigo
Pra encarar melhor a fome
A noite fica sem luar
O dia achega-se à sombra
A pele não se reconstrói
A mão esconde-se no bolso
O coração resiste à culpa
A consciência à conduta
Esvoaçada está a mente
Sem o desvelo que a alente
Sem o apreço que a encante

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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