6 de jun de 2012
Quem é que espera e não duvida,
Que violentamente é incapaz de maltratar,
E pacificamente, não resiste à injustiça?

Quantos braços se levantarão ainda
Ante a fome, ao desgosto, à crendice

Quantas vozes me encantarão ainda
E crianças cultivarão, esperançosas, a velhice?

Os escombros me fizeram desistir do recomeço
Tanto sangue é perdido, tanta mágoa dispensada

Tem rumores de tristeza espalhados no destino
Com pitadas de fomento de realizar o sonho

Me foi pouco o veneno, me foi rara a saudade
A cada passo eu adio, a cada passo eu desconheço

Sou contra a dor, mas vejo guerra
Contra o mal. E o bem, quem é?

Quem espera e não duvida?
Quem é?





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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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