14 de jul de 2012
Deus que cria as mentes dos homens
Mentes que refazem deuses à medida de suas confusões
Medidas de incomum desvelo pela matéria inconstante
Desvelo pela natureza mais pura
Mais nobre

Meus pulmões se afadigaram do tempo
E quem na mente será capaz de guiá-lo?
Tenho medos que me conduzem ao erro
Ao desejo, acerto ou decisão
E meus pulmões temem a poluição dos espíritos
Poeiras de frias emoções que os levam ao desmantelo
E as almas resistem 
Aproximam-se da fé
Restam até o último suspiro de esperança
É quando os medos se calam
A voz fica guardada na memória das palavras
Os sonhos sucumbem-se e cessam 

Tenho que encurtar a conversa
Me enfeitar para a festa
Para o encontro
Oportuno

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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