3 de jul de 2012
Vou repartir o que me falta
E dividir o que me cabe
Compartilhar alguns segredos
Adocicar velhas verdades

Quem ante a estrofe não se espanta
Jamais ousou temer o sonho
Na esperança da entrega
O verso cala-se à fera
Enxerga o próprio abandono

Abominados sejam todos
Os que me cantam impropérios
Julgam banal qualquer critério
Zombam até da esperança
O forte ao fraco se amansa
Pra cometer seu adultério

Vou repartindo o que me parte
O corpo fica desolado
Ao dividir com a mente a culpa
Fico acordado e sonho alto
A boca fala do percalço
Os olhos findam-se na luta
O crime fica obsoleto

Quando o remorso não me assola
Quando o dolo me acalenta
O homem então se reinventa
Merecimento e não esmola

0 comentários:

Seguidores

Acessos

Marcio Lima. Tecnologia do Blogger.

+ Vistos:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Quem escreve...:

Minha foto

Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

Teça seu comentário!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Concursos