31 de ago de 2012
Ora, devo-lhes dizer
Ao contrário, aqui se vê
Coisas boas ao luar... 

Que parado, nu se enfeita

A paisagem, endireita
Céu descansa feito mar

Não me venha com o verso

Ser bondoso ou perverso
Ares vão se exaurindo

A garganta fica acesa

Fica rouca, fica presa
O meu ar vai se esvaindo 

Hoje falta-me o desejo

Falta o brilho, falta o beijo
Minha gana se distrai

Amanhã será diverso

Novamente o universo
Ao mistério nos atrai

Virá deus das profundezas

Dá-me de suas riquezas
Respirar um ar tranquilo

Me conduza ao respeito

Antes mesmo que o direito
Possa vir julgar ambíguo

Minha consideração

Falta-me a respiração
Quero o mundo ajudar

Mesmo refém do umbigo

Fraco enfrento o perigo
Repartindo o mesmo ar

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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