23 de ago de 2012
O dia acabou de nascer...
e a preta singela já tá na panela 
cozinhando feijão

Qualquer bagatela de afago na preta,
e eis que ela chora de rir

Minha mãe de fé pediu para eu dar para ela 
um colar de bijú

A cor amarela, vermelha e um pouco rosada 
estampa o vestido cru

Um corpo moreno de cor cintilante 
em volta ao fogão

Repare no cheiro que a preta introduz no tempero,
uma dominação

No meio ao feijão e panelas
a preta incomoda com o seu desvelo incomum

Mais cheira que flores, se doa em cores, 
arco-iris de luz

Do quarto à panela, a preta singela, 
mistura ao amor seu sabor







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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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