18 de ago de 2012
A quem interessaria o dia de minha morte?
A que sorte me entrego?

De antemão, as crianças ainda continuam a correr, a brincar.
As entidades clamam ao povo retidão em seus caminhos.
A mim, resta a dúvida. Restam o fogo e a água.

Meu coração não entende a partida. E se divide em vários.
Pelos locais, alguns pedaços são levados espaço afora.
Fora do entendimento. Fora da coerência.

Falta-me o sentido último.

E o medo do além não me faz menos crente.
Adiaram o momento oportuno. Antecipam quando convém.
Nada disso comove o corpo que prefere o calor da respiração.
Aos mais fortes, é dada a força de subtraírem a si mesmos.

Mas o mundo permanece fraco.
 E o que seria do fraco se outro não lhe existisse?



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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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