11 de ago de 2012
O que designa a pureza?
Seria a destreza ingênua de ver-se dentro 
Ou a coerência duvidosa que moraliza meu peito?

Só perdoo quando temo o abandono
Me arrependo às vezes
E não perco o costume, de quando em vez,
Ser eu mesmo
E maculo a ordem e a vontade
Desejo ou verdade
Que coíbem o meu instinto 

E a natureza me leva aos mais altos penhascos
Onde o ar fica raro
A visão fica turva
Na amplitude se esconde a vertigem

O medo, a impotência e a coragem, também estão lá

Vou me alienando com a existência
Na insistência de ser amado
No porão da minha casa se ocultam segredos
No interior da minha voz, a certeza se indaga

E o estado de emergência me empurra 
Ao fundo falso da essência
Na impressão duvidosa do eterno
Ao nada

Me eleva o espírito 
Que não passa da cabeça confusa
Da ideia indecisa
Do amor perdido
Da fé esquecida
Mesmo que banal me seja viver em meus próprios sentidos
Impressões e juízos da realidade presente

A morte é como o passado, que não volta
É feito poeira que se move
Igual a graça primeira, perdida
A força vindoura, finita

Vou matando meus passados
Resistindo aos acasos
Encontrando-me
Perdendo-me

E, me custa estar
Quando existo.















0 comentários:

Seguidores

Acessos

Marcio Lima. Tecnologia do Blogger.

+ Vistos:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Quem escreve...:

Minha foto

Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

Teça seu comentário!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Concursos