21 de ago de 2012
Foram-se todos. Restou-nos um trecho de nós. 

E a cama é o campo onde se dispensam nossos suores. Bem quisera que fôssemos além de nós mesmos. Isso fizemos. Mas, quando a aurora enfim desponta no horizonte, os ventos que movem as nossas ideias ficam atrás da porta fechada. E temos que dar um jeito pra dor. A solidariedade fica no gesto, afago. Como ouro, o fogo vem ao encontro. 

Tem um som tocando no rádio. Não sei distinguir a doce melodia que se mescla ao meu canto interno. Sei que aqui dentro, a influência de fora desponta. Nossa vida quer mais uma. Nossa ideologia precisa de novos argumentos. Nossa insistência tem de encontrar ouvidos. 

E vou seguindo o curso da mina d'água. Estou em um de seus trechos. Do outro lado, está o outro lado de mim. E vice-versa.

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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