13 de set de 2012
Me estenda um tapete escuro 
Que esconda dos meus pés qualquer vestígio
Me deixaram à própria sorte do futuro
Não entendo os rumos tortos e ambíguos 
Tua mão estranhamente acaricia
A beleza que se preza a vossa arte
A bebida outrora, nos entorpecia
Hoje busco o que me caiba em minha parte

Acima, 
Fica o muro entre o sol e a lua
Entre o cinismo e a cultura

E ante mim,
Uma barreira leva-me à tua presença nua
E um pano branco não oculta minha loucura

Vem,
Quero um copo aos três dedos de aguardente
Que o inverno quer mostrar sua imponência
Sou do mundo, sou qualquer sobrevivente
Afinal, a quem se destina a clemência?

Pra entender a busca infame de minha luta
Deus ou demo mandam o mesmo recado
Quer na graça ou no mais sórdido pecado
Quem de nós haverá tamanha culpa?



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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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