30 de nov de 2012
E quando os sentidos vão se acostumando à vaidade
Não se vê mais vulgaridade no que se tornara comum
Outrora,
Os amores se vendiam aos sonhos
Não se comprava como se faz hoje por um bocado de fama
Os olhares se cruzavam antigamente feito teia
Hoje, a objetividade deixa o gesto mais híbrido
Qualquer dor, basta-lhe um comprimido
Que a alegria retorna-lhe feito pássaro, novo desconhecido
Companheiro de meus sonhos
E pesadelos
Rios de cigarros em meu peito
Deixam-me menos aflito
O coração teima em seu ritmo
Não deixar o homem refém de si mesmo

- Esconda o espelho!

Lá me vejo só pela metade
Fragmento de verdade
Denuncia o meu crime e devaneio
E quem eu tanto esperava, não veio
Que à mesa sentou vontade e decisão,
Sabor, persuasão,
E uma pitada de anseio
Jurei não guardar qualquer segredo
Que se esconda de tua face

Vamos logo arrumar o tempo
Que os fatos andam confusos em minha mente
Desconheço a maldade da bebida
Quanto doce for, maior a alegria
A coragem vem como enxurrada
Basta um gole pra topar qualquer parada
Determina o que a verdade escondia
Hoje, por qualquer ironia
As migalhas de amor se dissipam
Pelo espaço, pelo mato, pelas vias
Para dar melhor sentido à agonia
E o canto encontrar quem lhe escute

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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