31 de dez de 2012
Não me espere esta noite
Que rumores de amor pairam na cena
Tenho medo de novamente me perder

Teço mares em meu porto, a solidão
Que não há saudade que me envolva
Toda fé que no mundo se produza
É muito pouco quando a dor fita-me os olhos

Venha só lá para o ano
Que talvez nosso desejo se encontre
Até lá, me dê o tempo necessário
Que a paciência mora perto da conquista
Não te desejo nenhum mal que te perturbe
E, mesmo que a verdade te engane
Seja bom antes de ser alguma coisa
Nunca traia o coração mesmo que a água
Apague a chama e se refaça um novo fogo
Que neste ano novo,
Tudo de novo, nos seja diferente!







Nem todo choro é de dor
Nem toda miséria é sofrer
Lhe tenho aquém de meu amor
Confundo só pra não entender

A casa deserta distrai dentro o canto
No corpo, invade a luz de um santo
Só quando não falo de tristeza
Me falta um bocado de certeza
E o vento,
É quem dá mais vida a arder a chama
Tem mais,
Quem menos se dá à própria fama
Iludo,
E deixo bem claro o obscuro
Cansado,
Ergui três fileiras em meu  muro
Pecando,
Amei sem querer quem não devia
Sorrindo,
O muro tão logo ao chão, caía


27 de dez de 2012
Um muro
Uma porta

O meu peito está pequeno demais
Não lhe cabe o coração que se comprime
Numa ideia sucumbida na cabeça

Entre tu e eu
O chão se estendeu
O horizonte se afastou
A canção se desesperou
O sorriso se prendeu

Um muro,
E a gente segue se equilibrando 
Sem saber o que nos espera
Uma porta,
Aberta cada vez que o amor se cala

O perdão

O que eu tenho pra te dar
De ti espero oferecer
Não pare antes do final
Aguarde até o anoitecer
Que a luta entre o bem e o mal
Lhe caiba a quem por merecer

Mas,
Eu resisto ao preço de um sonho
Minha mágoa ultraja o abandono
Do que passou,
Resta a lembrança
Ninguém leva a sério a própria loucura
Ao apontar a revel, o devaneio alheio

E Neste natal,
Meu amigo oculto ainda não veio
Perdeu as horas, em frente ao espelho
Dourado ou amarelo
Não, vermelho
No meu mundo paralelo
Mais vinho do que quero
Eu permaneço,
Enquanto espero
Vir sei da onde a tal magia
Em pensamento,
Fico na minha elegia
Ressentimentos
É só o começo da poesia 
É nascimento









23 de dez de 2012
Te quero junto
Bem perto
Para que a minha saudade se encurte
Eu me esqueça do norte
Devaneie da morte
Me comprima pra caber
No teu lado direito 

Quem entre nós
Amargará a doce chama
Que teima esconder o tempo
Disfarçando o azar?

Sem jamais deixar-te a perder de vistas
Entre as idas
Vou deixando o coração guiar o instinto
E breve ao ar que me mantém ouço meu riso
E quebrantar a dor por menos de uma brisa
E meu desejo se desvie do que lhe prende
De liberdade em liberdade eu desmorono
E minha sorte é jogada em tua mesa
Adversários querem manter-me de ti longe
Eu já não sei onde a verdade se esconde
E quando para incriminar basta-me o ato
Eu julgo amor e desamor no mesmo prato


Sombria
Barata
Deixou-me a seus pés por tão pouco
Esguia
Ingrata
Me doei inteiro enquanto ela gemia de fome
E agora,
Pertinho dela eu fico,
Quanto mais a quero longe
É vagabunda!, ouço o grito
E gasto o pouco que me falta
Ela me dá o nada que lhe resta
E ao final da festa
No leito engano a dor infame
Eu pago a quem me interessa
Saber quem destes menos presta
É digerir o pão da mesma fome

22 de dez de 2012
Dissimulo a verdade
Por detrás, a vaidade
Imperfeição
Brincam com o meu juízo
Me expõem ao perigo
À contrição
Me desperdiço na cama
Tempo passa, não se ama
Usurpação
Me levaram a alegria
Me deixaram as avarias
Da paixão
Advenho após o ato
Lentamente o nó desato
Da razão
Maquiando meus edemas
Discutindo o mesmo tema
A solidão
Em cada esquina um desabafo
Vou deixando em pedaços
O coração






19 de dez de 2012
Ah, pra ver o povo cantar
Ah, pra ver o povo cantar

A vida continua a mesma
O que alegrará o homem
Cachaça dentro da cabeça
Fumaça pra matar a fome
Se liga, o povo não é besta
A marca nem o tempo esconde

Ah, pra ver o povo cantar
Ah, pra ver o povo cantar

Um ser dentro de mim, invento
Pra combater o adversário
As dores perdem-se com tempo
Amores me são necessários
Alcança o meu pensamento
O canto extraordinário
A liberdade tem seu preço
que se chama gratuidade
O coração pesa no peito
Quando demanda humildade
Vamos fazer do nosso jeito
Usar mais generosidade
O amor merece o respeito
Respeito é o pai da verdade

Ah, pra ver o povo cantar
Ah, pra ver meu povo cantar





18 de dez de 2012
De lado só vejo uma parte
De fora não vejo o dentro
De dentro depende da arte
De ser quem se é sem medo

O beijo me fez
Rever outra vez
Vidraça, espelho
A cama

O riso sem fim
Do mato, capim
Meu anonimato
A fama

De ser quem se é com arte
De fora depende do medo
De dentro vejo uma parte
De lado não vejo dentro

A hora passou
O instante ficou
Em minha memória
O drama

Qual o endereço
Me diga o preço
Que paga a sujeira
A lama

De fora só vejo uma parte
De ser quem se é por dentro
De lado depende da arte
De dentro eu vejo o medo

Não é fácil ser. Estou quase optando mesmo é por existir. Não tenho condições de dispensar sorrisos quando ninguém se interessa em saber meu pranto.

Autoral demais, está me conduzindo ao sacarmo daqueles que não me entendem!

Exigir de si mesmo já é um desafio. Dos outros, um risco. Agora, quando exigem de você, parece obrigação.Banalidades a parte, vou deixar meus demônios bem confundidos pra ver se eu fico menos permissivo e mais iludido.

O mundo me tem como língua. Eu o tenho como boca. Unidos pra falar.

Vejo na sutileza da arte os próprios signos e significantes da fala verdadeira. De outra forma, o céu perde seu sentido. A esperança fica muda. O espírito desfalece.

Ano Novo! Tudo novo de novo! (Em 01.01.2012)




Entrego o coração a quem lhe dê
Um toque desejado de prazer

A mãe não se esquece do seu filho
O toque indesejado do gatilho
Atinge a testa em cheio a munição
Enquanto enlouquece a pulsação
A cor perde aos poucos o seu brilho
E deixa em disparate o coração

Um toque de sossego ao corpo chega
Escorre o sangue à pele indefesa
Não sei se a dor ao corpo lhe traía
Se deus chegou a tempo na agonia

A quem culpar o tiro incerto
O toque perdido acertou o verso
Ao lado do encosto
Lapido meu gosto
No centro da avenida

Deitado com o rosto
À beira de um posto
De gasolina
Entrego o coração a quem lhe dê
Um toque desejado de prazer









Não sei lidar
Com a urgência do desejo
Vou procurar
Outra forma, outro jeito
E o coração
Tá apressado, imperfeito
O seu lugar
Não lhe cabe no peito
Vou procurar
Meu alento, meu direito
Desacordar
Alma quer cantar sem rumo
Direcionar
A fumaça de meu fumo
E rever
A estrada, o destino
Embriagar
Meu sorriso com o vinho
Reencontrar
Outro meio, outro caminho


17 de dez de 2012
Ela não tem o direito
De deixar-me a ver navios
Haverá um outro jeito
Quando estamos por um fio?

Chegou me pedindo posto
Atracou justo em meu porto
Em meu chão

Não sabia se viria
Trouxe junto as avarias
Da paixão

Tem um mar pro nosso conto
Um início, meio e ponto
Uma fração

Quando perto, um perigo
Se distante, eu te ligo
A solidão

Depois fica arrependido
Feito lacre corrompido
O coração
O azul é cor do espaço
Passo,
Disfarço e olho para o lado

Tenho a certeza da menina
Fina,
Pesa a cabeça sem juízo

Teço outra teia a captura
Tua,
Me deixa a beira do perigo

Sem perceber
Olhou pra mim
O fim chegou
Mal começou
Pra mim

Se o não calado é incerteza
Tenso,
Arrumei com o dedo o cabelo
Feio,
Nem liguei se tava arrumado
Passo, 
Disfarço e olho para o lado
Dá-me o teu amor
Faça-me mais feliz
Quero não mais sentir
A devoção da dor

Em tempos remendo o jeito esquecido
Olhar de menino em corpo cansado
Tá cicatrizado a marca no braço
Perdi-me no espaço
De meu pensamento
De novo o lamento
Olhar obscuro
De cima do muro
Me vejo de frente
Um jeito indecente
De ser impreciso
Meio indivisivo
Questão de verdade
E alteridade
Em volto ao sossego
E ao desapego
Dos bens da história
Me falta memória
Quando olho avante
Só vejo o levante
De ares de glória


16 de dez de 2012
Toca o fogo
Aquece a pele
Pelos poros
E quem resiste à ação da chama
Jamais fugiu a sós do próprio drama

Gozar com riso alheio
Fingir em frente ao espelho
Loucura ou verdade
Deixar a vaidade
Sair à pele pelos poros
E quem resistiria ao próprio drama?

Se debaixo da cama
Escondo meus segredos
Só ouço o que me agrada
Vivo um conto de fadas
Esqueço os meus medos
Distraio a violência
E logo na sequência
A maquiagem
Disfarço a idade
Um lápis de saudade em meus olhos
Um pó refaz meu rosto
Na vida um desgosto
Na boca um brilho e luz em tom vermelho
Quem quiser que se traia em frente ao espelho



"Invente outra maneira de amar que te complete"

"No interior do vício a vontade se liberta"

"Preso estão os pés de quem sem chão quer caminhar"

"Minha insegurança deixa preso meu desejo"

"Arriscar-se independe de certezas"

"A mágoa abre no peito uma ferida"

"O sal estanca o sangue, amena o doce, levanta o pulso"

"E ali jaz uma cruz onde outrora havia um poste"








Barril
Tava cheio de vinho para carregar
Os pés
Não ousavam de longe o altar visitar
As mãos
Não cabiam nos dedos os irmãos de dor
A cruz
Arranhava a cartilha de sangue sem cor
A flor
Parecia com cheiro das filhas de lá
O ser
Tava cheio de ideia e alguém pra amar
O pão
Chão batido e palha para acalentar
Senhor
Ninguém sabe ao certo como agradar
A pá
Carregada de mágoa só pra sucumbir
A dor
É melhor esquecer, deixa o pranto cair


Prova de amor maior que nada
Coração, medida desalmada

Dividir a cama e o mesmo cobertor
No jardim parece que a primeira flor brotou
Deixa à própria sorte o absurdo de viver
Quando me omito é que disfarço responder

Prova de amor maior que nada
Tão diversos seguem a mesma estrada

O presente esconde os passos longe da moral
Para não julgar a quem deseja só o mal
Vida tem sentido, não desisto de cantar
Quero junto e perto em teu colo acordar

Prova de amor maior que nada
Quem há de medir o amor da amada
15 de dez de 2012
Chorei
E jurei outra vez não me arrepender
Rezei
Uma conta de terço e parei pra pensar
Pensei
Coração tá tão duro de aquebrantar
Deixei
A razão e a loucura pra se revisar
A fé
Não se deu por vencida e o nó desatou
O dom
Sai daqui, ou dali, ou do lado do amor
A cruz
Me provou que não há sofrimento sem dor
Sei não
E na noite passada eu bebi pra compor
Sorri
Enganei num instante a aurora infeliz
Parti
Na calada da noite, nem me despedi
Então
Numa roda de gente me dei a beber
Depois
Sem assunto qualquer eu me pus a dizer
Pra quê
Não deixei o cansaço outra vez me abater
Fumei
As mazelas de outrora pra me recompor
Ouvi
A conversa que nada me acrescentou
Restou
Uns tais goles de riso até amanhecer
Voltei
E jurei outra vez não me arrepender


11 de dez de 2012
Quando parecer bom, espere
Quando mal se sentir, revele
Tua dor, teu sorriso, gere
Outra forma de jugo, leve
E da pele o teu cheiro, expele
Minha desatenção, sugere
Uma lança na mão, disfere
Minha opinião, supere

Mãos para a louça limpar
A panela brilhar
E o canto bater
A novela acabar
A certeza esconder
Outra vida inventar
Fugir
Correr
Poder
Surtar


Desejo de um homem o amor sincero
E de uma mulher o amor puro
O mal é ao final o bem que espero
Escondo-me à luz de um quarto escuro
Que as esperanças vão e vem sem porto
E as vidas vem e vão com o parto

É tempo frio
Quente o desespero
E à sombra da maldade
Armei a emboscada
Pra esconder meu nada
Gozando as vaidades
Deixar à tona o riso
Ficar bem a vontade
E a presa sempre à mesa
Deixar o inimigo
Sem chance de defesa
E ao final da trama
Desistirei ingênuo
Me vale mais a cama
À invenção do gênio
Quem levará a culpa
O homem, deus ou demo
E pagará a multa
Por desistir do prêmio?











10 de dez de 2012
O sol na manhã seguinte parece que não vem
Quem vai esquentar a nossa voz
Na boca falta o sorriso, falta a expressão
O choro escondeu-se no luar
Pessoas não se entendem quando a razão se vai
Sapatos não calçam os mesmos pés
Ganância não se aquieta e engana o homem bom
Sem sol o que nos alumiará
Amores e dissabores na aurora são iguais
Sobreviverá o mais atroz
Que não deixa sem resposta o coração fiel
Não há quem o deixe sem a luz

Se ainda o fôlego resta ao corpo
Vou desviando a atenção
E que se cumpra toda meta
E cada louco se confunda 
Não basta achar a direção
Quando o sentido fica cego
E ventos descem lá do norte
Pra atormentar o meu juízo
Será esquema ou por acaso
O pensamento em seu abrigo
Nasci sem jamais ser chamado
Do ventre, logo o perigo

E quem dentre os teus não se beneficiou alguma vez da certeza?
Quando a verdade perde o rumo, vira o contrário, fica evasiva...
Questiono e sou confundido
Respiro o nó do ar alheio
Embarco na ilusão da vida
Vivo a loucura escondida
Deixo bonito o que está feio

Tragédia igual só noutro mundo

3 de dez de 2012
Esconde sob a pele o sentimento
Não revela o que lhe vem ao pensamento
Tem segredos que não cabe-nos saber
E outras coisas que lhe custa nos falar

Abraçava com toda força e prazer
Que subia-lhe aos braços
Deixa a lágrima fria à face descer
Desatemos nossos laços

Mas, o nó
Tá difícil desfazer
Tanta mágoa arrastada em sigilo
Que não há remorso que pague seu preço
E o que realmente importa?
Jamais provocarei o que no coração se brota 










Como devo amar
Se o sonho,
Não me dizem qual o preço.
Um corpo se estende na calçada
É estranho,
Quando triste ao chão eu desço

Não vou chorar
Por qualquer indignação
Um pouco de paz ou de união

Quando a chama insiste até o fim,
Custará a vela o justo preço? 

O fogo que a mantém acesa
É o mesmo que a sucumbe?

Entrego o jogo
Mas não perco a luta
De fora, a derrota
De dentro, o prêmio




A vida me escolheu
E quem sou eu para negar
O homem se perdeu
E encontrou-se com o mar
Das águas sem fim
Que se limitam no horizonte

Percebo antes de ser percebido
Que me coloco abaixo da certeza
Talvez em outra imoralidade
Nosso segredo fique mais seguro
Até por que quem inventou o nada
Se esqueceu de imaginar a morte
Ao homem seja dada qualquer sorte
E glórias sejam dadas sempre a deus!
2 de dez de 2012
Um tantinho só de afeto
Faz o meu instante parar
Embriago-me às doses de teu afago
Quando tua mão invade
Bem justo ao meu sossego

Deixa pra lá,
Que amanhã vai ser diferente
O homem logo vira gente
Ainda posso mudar

E em nosso cantinho
O abraço vire arte
Se veja sol em toda parte
A iluminar nossos sorrisos
E depois, outro tantinho de afeto
Para dissabor da mentira
E devaneio da verdade

Deixa pra lá,
Que vivo me arrependendo
E não sei perdoar
Finjo ser eu mesmo
E não sei disfarçar

Nunca amei ninguém
Você
Foi o meu primeiro
Que eu encontrei, a sós
E após
Você nem ligou pra mim

Foi que eu acordei
De mim
Do meu pesadelo
E cadê você
Se foi
Me deixou sozinho aqui
Nessa cama de casal
Nesse quarto de motel
Por quê?
Nem de mim se despediu
Oh não!

E chorei até 
Sentir
Que no meu mundinho
Tem um coração
Então
Vou deixar de ser assim
Abrir mão demais de mim
Não dá
Oh não!



Aos pulmões, alento
Chega de fumaça
Preciso de tempo
Preciso de graça
Quanto mais insisto
Mais lhe tenho menos
Em busca de abrigo
Resistindo, tento
Quanta humilhação
Nesse mundo ingênuo
Quando toca a mão
Sobre o ventre, temo
Não ser o que penso
Nem ter o que quero
Acendo um incenso
E tranquilo, espero
De deus, a certeza
Da mulher, o feto
Do homem, a beleza
No mais simples gesto
1 de dez de 2012
Na verdade, termina onde começa o percalço
Onde outrora, já lhes tenha tolido deus, a sua face
Onde todo arrependimento fez-se medida justa

Não vejo as coisas mais assim
A culpa justificada no sangue
Parâmetro de uma graça ineficiente

Chegou o advento do filho do homem
Quando se alegram ao choro infante, as parteiras
E quando choram ao feto inóspito, as carpideiras

Parece início mesmo o fim do mundo
Largo mão de alguns preceitos
Para o encontro ao Tu do alto

E te quero bem perto,
Pode ser que o presente eternize nossos medos
E o amanhã, ainda exista
E renasçamos à luz de uma nova aurora
Por onde termina o que acabamos de começar

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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