27 de abr de 2013
E quem lhe disse que deus estava certo 
Procuro encoberto, a causa do ser
Minhas tolices e um monte de causos
Não eram ideias do são criador
Como cartilha do meu desespero
Degusto teu cheiro, tempero e sabor
De fé amiga, ambígua, precisa
Serão tão benditos, verdade e amor
Enquanto isso, pra meu desespero
Me escondo no meio entre o gozo e a dor


Me debrucei junto ao seu rosto
Enchi os olhos de desgosto
Amargurando os meus ais
Em sua cabeça o mesmo tema
Na minha só outro dilema
E o coração não se refaz
Nem sei se fico magoado
O que era leve tá pesado
O mesmo espinho, a mesma flor

Já não tem mais nenhum problema
Não vou roubar a tua pena
Nem me entregar por essa dor

Em outros mares vou partir com o meu barco
Nas incertezas, arriscar
Me permitir, e refletir o tempo e o espaço
E noutro porto, atracar


25 de abr de 2013
Conte-me as mentiras
Quero que a tua alma se liberte
Ouso para sair em busca do outro
Para ver se lá eu me encontro
Aqui dentro habita um desconhecido

Discreto. Mas a verdade conta outra peça
Reto. E as curvas do coração me deixam breve
No recinto do desejo, quando os olhos estão fechados,
É que mora a clareza da vontade
23 de abr de 2013
E quanto de mim ainda resta
Se um resto de amor ainda sobra
E as cores na janela
Não escondem os seus desmandos
Reza a regra que o dia não termina
Quando à noite, a sua ausência desatina
E deixa mais claro o sonho

Roubaram-me o gesto
Se para me achar, me perco
Exito em não baixar a guarda
Resisto a mim mesmo
Aprendo a aceitar-me
E fujo rumo ao tempo
Escravizo algumas emoções
Constato as horas
Olho em torno
Espero.
10 de abr de 2013
Qual a medida do beijo
Desejar, merecer
Qual a medida do medo
Superar, se esconder
E o tamanho do sonho
Como se mede o tamanho
Qual é a medida
Qual a medida
Qual é a medida de ser, estar
Qual é a medida 
Qual a medida [diga]
Qual é a medida especial

Quanto me vale um sorriso
Tolerar, conceder
Quanto falta de juízo
Pra receber
Qual é o preço da vida
Quanto me custa a medida
[diga]
Qual é a medida
Qual a medida
Qual é a medida de respirar
Qual é a medida 
Qual a medida [diga]
Qual é a medida de se amar

Vou te deixar entreaberta
A porta estreita da cabine
Desatinar em meio a fome
E que o insano desvairie
E se encubra na coberta
Não se acanhe da desgraça
Beba uns goles de cachaça
Logo a sobriedade some
A autoridade se consome
Pra se mostrar em devaneio
O mal atira-se ao meio
Vale do pão qualquer pedaço
Resta um cigarro no maço
E a tua imagem que me veio
No coração um descompasso
No corpo uma pele de aço
Pra dar o que me é alheio
1 de abr de 2013
Ao pano branco, quiboa
Se encardido estiver
Cachaça pouca, é boa
Se deus lhe prover
Mistura no meu colorido
A chama do meu descabido
A garra que não tem corrente
Os passos outrora esquecidos
A força que nasce da mente
Que clama pelo excluído
Vou cortejando a gente
Tocar no homem que sente
Fazer de intrigas, amigos

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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