28 de jul de 2013
Tua pele salga o amargo dos meus lábios
A língua doce acalma o desespero
Verdade ou não, aguardo teu descanso
Pra descobrir a cor do teu sorriso
E espero feito a chuva pelo vento
Dedos se vão e afligem o teu colo
Se te agradar, eu faço o que não gosto
Se entristecer, disfarço-me de sonho
Não há amor que insista no descaso
Se pra te ter, me tenho em pedaços
E aguardo o teu sono, 
Já que ainda é cedo, tarde, intenso
Refaço os meus planos,
Desacredito, invado, desaprendo, e só


para além do coração
rezo em tuas mãos
e te entrego aos ventos vis
desejos vãos
breves razões
que não comovem mais
ficando atrás
da verdadeira visão
para atacar
desacatar
e resgatar a indecisão
que faz sofrer
desmerecer
a imagem sã
de atenção
de coração
e algo que
faça sorrir
menos chorar
e decifrar
tua intenção
sem condição
de entregar
e desatar tua luz
da escuridão



20 de jul de 2013
À quem recorrer
quando não tem sentido sofrer?

O corpo 
entregue ao abandono
Coração ferido de enganos
É que
 por debaixo dos panos
O amor finge que tem um dono

Socorrei-me, 
das trevas, ventania
Derramai entre os homens, o alento
Em teus braços, 
no colo de Maria
Intercede ao teu filho o meu lamento

Socorrei-me, oh águas de Iemanjá!
Lavai as mazelas do meu canto
Acolhei-me, 
oh Rainha deste mar
Enjugai-me os olhos com teu manto

À quem recorrer
quando não tem sentido sofrer?
18 de jul de 2013
desarmado, o Amado enganou-se
e banal, seu caminho prosseguiu
acuado o Desejo enveredou-se
e o Mal à sua trilha, os seguiu

lá estavam a Morte e o Medo
a Saudade aliada à Solidão
escondidos, Amado e Desejo
esperando o Sonho e a Ilusão

não sabiam se Deus ia chegar
nem ousavam a boca se abrir
o Amado com o medo de amar
o Desejo com pressa de sentir
qual será a culpa
preço, taxa, multa
dessa condição

fico em devaneios
quando em teus seios
perco a razão

debaixo dos panos
desejos e enganos
de submissão

se tornam verdade
que me dão coragem
força e decisão

o teu colo ilude
um coração rude
fraco e sem noção

me vem o desejo
lhe roubar um beijo
fico em tuas mãos

quando encosto a pele
em teu corpo expele
determinação

na aridez se rega
no jardim da entrega
dor, desilusão

ao passar em frente
passado é presente
clara é a escuridão

fico aos pedaços
recolhendo aos maços
as flores da paixão

12 de jul de 2013
mais atenção, mais sensibilidade
ao coração, entrega e liberdade
a quem se ama, reciprocidade
posto que é chama, durabilidade

pra ficar com você
não te fazer sofrer
me prender a você
e te satisfazer

oh meu amor...
dividir, conceder, realizar
oh meu amor...
permitir, perceber, reconquistar

tua saudade, engana o meu destino
tua metade, repõe meu desatino
tua demora, encurta o desespero
venha agora, te quero por inteiro

pra ficar com você
não te fazer sofrer
me prender a você
e te satisfazer

oh meu amor...
dividir, conceder, realizar
oh meu amor...
permitir, perceber, reconquistar













eu me permito me atrever
tomar uma velha decisão
se é um crime vou cometer
roubar pra mim teu coração

não quero dele um pedacinho
ah, e não me venha com a metade
quero atenção, dá-me o teu carinho
quero carícia e verdade

e vou juntando cada pedaço
eu quero ser o amor primeiro
serei mais forte do que o aço
fragmentado ou por inteiro
da pureza, sem indiscrição
da maldade, sem a intenção
da vontade, que não desejei
das palavras, que eu não falei
da verdade, que não defendi
do arrepio, que eu não senti
de um vento, que eu não soprei
de tua pele, que eu não toquei
da ganância, sem a ambição
do presente, sem devolução
de um dia, que eu não nasci
de um tempo, que eu não vivi
me falta a alegria
e te sobra a tristeza
no peito uma sangria
nos pulsos, sutileza
me diz o teu preço
o teu endereço
de quem será a culpa?
não perco de vista
ao invés da conquista
teu colo de puta!

antes eu te levava
hoje você me leva
pra longe, pra perto
pro errado, pro certo
correndo perigo
te fecho, te abro
me encaixo, me caibo
em teu esconderijo
9 de jul de 2013
e uma dor calada n'alma grita/a minha força é feita de barro/o dente range, a cabeça frita/e sem querer acendo outro cigarro/a tua ausência me deixa atento/a noite chega sem você do lado/falta razão para o entendimento/e tua falta me deixa acordado//parece que o tempo engana meu coração/passa feito um vento, e acorda a solidão//e sem querer o amor não é amado/nem adianta meu arrependimento/é que o presente já virou passado/eu te desejo só em pensamento/por onde andará a outra metade/que escureceu meu dia ensolarado/não sei lidar direito com a saudade/deixa ao menos eu ser perdoado//parece que o tempo engana meu coração/passa feito um vento, e acorda a solidão//


2 de jul de 2013
pedaço//pedaço//em cada pedaço de relva/amanso uma fera//em cada pedaço de relva/voa o pensamento//não vou te acompanhar/nem tenho tempo a perder/porque//vou resistir à tentação de ser//em cada pedaço de relva/amanso uma fera//em cada pedaço de relva/voa o pensamento//à quem devo perdoar/vou ter que me arrepender/de quê//vale amar e não querer ceder//em cada pedaço de relva/amanso uma fera//em cada pedaço de relva/voa o pensamento//acendo se apagar/a chama pra conquistar/você//o meu olhar no teu vou perceber//em cada pedaço de relva/amanso uma fera//em cada pedaço de relva/se apagou eu acendo//

Seguidores

Acessos

Marcio Lima. Tecnologia do Blogger.

+ Vistos:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Quem escreve...:

Minha foto

Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

Teça seu comentário!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Concursos