19 de set de 2013
quanto,
mais ou menos longe
foi brilhar a tua estrela,
colorir o céu
de outro encontro,
afagar um novo pranto,
desvendar o encanto
do teu véu?

e pra deixar a vontade
escapar do sentimento,
prendo o medo na fala
e solto o meu pensamento
e quando parecer que tudo
não passou de um sonho,
acordo o desejo
e adormeço o abandono
mesmo que se agrida,
a verdade não se cala
enquanto arder a chama,
o teu coração - não traia

cabeça aberta ao corpo fechado
se amores são vãos, 
os desejos todos vis
que a árvore não foge do machado
leva com o passado a sua raiz
quando o fogo é mais forte que o vento
sua pele é tatuada pelo tempo
ao escurecer, acendo minha vela
já o coração que invente outra espera

Um comentário:

  1. só o coração vive de esperas de um jeito único e febril... só ele acalenta os sonhos... e sabe transformar abandonos em Saudades, só para saber viver "morrendo de amor".
    Márcio, ótima tarde! bjo

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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