10 de nov de 2013
Ela perdeu,
Ingenuidade, o ímã da geladeira
Uma saudade, uma faca sobre a mesa
Um grito no cio
Regaço no cio

Eira sem beira,
Ainda insiste na maçã, na vinagreira
Duas semanas, a vontade derradeira
O seu suor frio
O seu calor frio

Com seu escudo,
Ainda acha quem lhe dê algum sustento
Mesmo calada, não divaga o pensamento
É do seu feitio
Mancha seu feitio

Graça de metro,
É indigesto esse tema recorrente
E numa pedra, água bate, fura a mente
É um desejo só
É um remendo só

É verdadeira,
Embora finja seu amor, deixa a maneira
Indiferente, indecorosa, medianeira
É pena e dó
É pena sem dó

É dó sem pena,
Não vou gastar mais uma letra de poema
Na tua casa eu já sei qual é a cena
Castelo de pó
Num jeito de pó

É de areia,
E muitas cartas escondidas nesse jogo
O sangue quente se esfria com o fogo
Acúcar cristal
Quebra o cristal

Pare com isso,
Pior seria se enganar inconsequente
Seja normal, seja fiel, seja demente
Esconda seu mal
Fuja do seu mal

Dentro do corpo,
E na certeza morte-vida, vivo-morto
Nesse destino reto me falta o torto
Adoça o mel, sal
Adoça o meu sal

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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