27 de nov de 2013
Era entre todas a mais bela
Também a mais desconcertante
Dentro - em nada se revela
Fora - sua luz tão radiante

Seu brilho longe, me ofuscava
E consumia
E quanto mais me aproximava
Me atrevia 
Feito saudade que não tenho
Igual vontade, mero empenho
Me entregava
E o coração de deus de longe
Observava
Qual é a intenção primeira
Se a verdade é derradeira
O que me cabe?

Fechar o livro às metades
Os riscos são fragilidades
De um tempo
Leitura amarga e indigesta
O dedo aponta para a testa
Em pensamento

O corpo nu esconde o gesto
Boca se cala em manifesto
Um lamento
Que o silêncio tem seu preço
Pra decidir o que mereço
Entendimento










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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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