tem um doce
mas é o sal que lhe domina
o seu jeito meio cru
desmantela
desmascara
desatina
meu inconsciente nu

queira-me adiante
não tenho o que baste
antes do anoitecer

vou em busca
do que valha
um bocado
de calor do meu suor

um pedaço
de alegria
vale o tempo
de tristeza e de rancor

teu encanto
é feitiço
é maleita
o meu coração me diz

teu sabor
tem um gosto açucarado
mas é o sal que lhe domina
qual é o ponto adequado do prazer
ou a medida mais exata do humor
vejo de lado e percebo a minha dor
ai quem me dera eu pudesse renascer

é tão profunda e tão rasa a solidão
embora todos, eu me sinto muito só
que não tem mágico que desate o nó
nem sentimento que acalente o coração

e o sorriso
quem levou
o meu amor?
que me devolva
por favor
a minha parte
que é tua parte
parte de todo
num pedaço de papel
numa bolha de sabão
entre os dedos, o anel
entre as flores, o botão

e de repente me vem uma vontade plena

desperdiçado entre o azul
o amarelo foi sofrer
e desbotado, ficou nu
despedaçado seu poder

que vale a noite mais que um sonho abandonado

deixa a vida
que se acabe
se não cabe
na medida

tem muito amor por aí sem um paradeiro

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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