14 de jun de 2014
manda o comando da cabeça
coração finge que obedece
e desafia o ego
renunciando o próprio gesto
o corpo nu
e suas nuances
reservam-se pelas metades
é um pedaço de vaidade
outro pedaço, gravidade
é só uma parte
humana
dos meus instintos

quando eu partir
tire-me do ar
coloque-me perto da sombra
de uma árvore qualquer
a mais bonita

e navegando pelos mares da paixão
pagou o preço de sua vida
não resistiu à tentação
porque não quis
era só tua
a multidão que tem em mim
era lembrança misturada com saudade
choro com velas até o dia seguinte
como fugir dessa verdade
aqui dentro
pra disfarçar do outro que não tem segredos
melhor seria ser eu mesmo sem reservas
para te amar, sou teu durante
o tempo de um dia
assim deseja o coração
ora um drama só
queria exatidão

viver
e
não
ter
a
esperança
de
ser
feliz

essa luz é o que interfere no meu sonho
mesmo querendo
pouco posso
e o que fazer quando me faz bem ser banal
satirizar a dor pra fazer algum sentido
você se foi, levou consigo a solidão
aqui ficou sob a pele uma lesão
que escondido entre destroços
come de tudo e não engorda
só seus olhos
quando de perto a claridade
fica intensa
e frágeis
decisões
ficam acima
das escolhas
verdadeiras

quero
ver
você
sorrir
de
novo
o
coração
saiba
medir
o
abandono
a
paz
a
solidão
a
intenção
de
um
sorriso

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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