do desejo à vontade
à escolha
ao ato
desato
nasço de novo
já que mudei o que senti
destino certo
é filosofia de vida
represento
os saberes de um mundo
e nada sei sobre as coisas
senão o que se produz
semente que plantou deus
aurora imaginária
que desafia minhas dores

vou cantar um canto novo
elevar os olhos para as nuvens
brigar com o vento
xingar o azul desse céu
aparelhar meu caminho
punir meus opressores
força tanta
canto de luz e escuridão
tá tão ruim...
as avarias da solidão
que esbarraram
em meu peito

cético demais
subtraiu com as cabeças
o raciocínio
rimou amor
com medo
e bagunçou o verso
de propósito

chega de magoar
um coração tão raro
já que a fé não rendeu
o encontro
que reine a desilusão

mente caia
em sua verdade

não finja que se foi
tua sorte não se tarda
permita-se sentir
o que outrora
ficou guardado
um
a um
afetos vão fluir
paraliso
ao som de tua paz
meus amores
todos vão sair
menos
se o mais em mim ficar
seja o que dá prazer
não dor
branco e preto
amarelam a cor
cinza para renascer
enfim
deus
do alto
vai reconhecer
ordem
e desordem
vão compor
homens e mulheres
num porvir
espiritualizo
meu penar
fico mais calado
pra falar
mundo
é o mundo
do olhar
sentimentos
minam
o meu pensar
sonhar
outro sonho esquisito
pedir
para deus se calar
correr
na linha do horizonte
tomar
para mim o poder

quem são os teus
onde foram parar
eu não sei além
do que posso olhar

fumaça
lembra o abandono
o mal
tem uma cara ruim
o céu
nunca foi um limite
na dor
me distraio pra rir

e agora, deus
o que é amor
solidão
se o mais forte
é tão fraco
tão fraco
preso em tuas mãos
sou inteiro
e dividido até o talo
concebido em meio
a goles de cachaça
e a fumaça paralela
do cigarro

ame-se
que já são muitos
os que vivem no teu corpo
o coração tem que dar conta
disso tudo
e a cabeça quer um pouco
mais de tempo
e revisar o ato
simples
frágil
pleno
eras passam sempre
forma se transforma
nem toda semente vai brotar
deixa teu presente
muito mais presente
seja o teu momento imortal
desarma
vê se ama
que o campo
verde
cinzento permanece
o rio cristalino
é profundo
suas águas
correm para dentro
da imensidão
que se esbarra
no horizonte cruel
de palavras
desencontradas
entre dois corpos
que dissimulam
a paz
mas promovem
a guerra

entre o homem
e ele mesmo
mistérios
são sabores
de destinos
tortos
de respiros
impróprios
irregularidades
disfarçadas
de espera
eram tantos
encontros
maria
que
o meu peito
ficou
em tuas mãos

me levavas
aonde
meu corpo
queria
debaixo
e acima
do chão

divinais
e evasivas
palavras
soltas no ar

céu me sirva
de abrigo
me faça
amigo
do sol

a semente
retorna
ao mistério
e vira
estrela

não me seja
arbitrário
maria
deixa
eu sentir
teu calor

tens um cheiro
de vida
respiro
suor
e prazer
vou desvendar um segredo
embaralhar teu poder
sede de abraço
de prumo
de riso
meu mundo
eu pago pra vê


nessa cantiga
eu me ponho
lado a lado
com o prazer
não tenha medo
o presente
no fundo
pertence
a você

pra respirar
e agradecer

não custa nada
sentir

deixa pra ver
no que vai dar
só fica a opinião

vou me virar
por aqui
com o sorriso
na mão
lágrimas
eu não pedi
deixa eu ir por aí
pede o meu coração



tem momentos
que não sei parar
e divido o mesmo ar
com o amor

tua saudade
trouxe a solidão
e a palavra
se prendeu no céu
me sacia
se te saciar
sentimento cru
flor
pétalas

meus desejos
valem mais que eu
teu abraço
é rio pro mar

então
só vá
além do limite
mistério
ao se entregar

deixa passar
a ignorância
deixa
evaporar

evolução
um crime
ou vingança
um jeito
de chorar

mania então
voltar ser criança
ao ventre
se mostrar

sei não
meu bem
vou fazer as malas
pra sempre
viajar
melhor
partir
pra felicidade
dentro
de mim
achar
sinto-me
um monumento
erguido
no ventre
de minha mãe terra
nesse meio termo - amar

deixo fora
o sofrimento
sentido dentro do ser
o chão
vem me buscar
natureza eu sou teu filho
pedras, rios
mar e sal

sou teu
jeito de sentir
mesmo sem pensar
antes de me implodir
vejo o quanto é belo
o pôr
do teu sol
iluminar
meus pés

horizonte
firmamento
seja louco o quanto for
teu pão
vai saciar
as preces
do coração
e vencerás
enfim

serás amado
por quem sempre
te protegeu
eterna
é a vida que se fez
mais do menos
e menos do mais
desabriga o próprio
eu do eu
desapega do seu dom
de amar

tem momentos
que não sei de mim
outros
que me entrego demais
quanto tempo a perder
perdi
que agora
o tempo tanto faz

e pra medir
te basta a beleza
que nada mais será
do que teu corpo
vitória à quem pensa
achando
se perder
na ignorância
que o prêmio
é água parada
é de vento
é de pedra
meu coração
não vai segurar
essa mania de sentir
a tua falta

a árvore
não resistiu
e derramou a semente
no tempo
que o sol
ficou pequeno
e a lua
se entregou
à terra como jamais visto

vamos fazer de nós
o encontro das estrelas
especiais
ao som da vida
enquanto dure
a nossa sorte
escolha
vida
morte
me levam à dança
à festa
o espirito ama além
da alma
e o corpo
media
o desejo
e nem adianta querer se esconder nas sombras
você é luz na escuridão

do verso, a rima
em baixo e acima
do prazer
que a solidão
foge acuada

não tem
noite
nuvem
neve
lua

insanidade
calma
censura

que te ofusque
a beleza

lembrança
do riso
que o pranto
se encurta

o melhor
é o necessário

sol aquece o imaginário
alma
encanta a deus
brilho
sai do coração
natureza de sonho
e espera

compreensão não se demora
chega junto com o amor
me perdoe
seja o tempo breve
queira o coração
encantar a mente
impedir
a dor
sorrir
não sofrer
amar
sem medir
dar
sem receber

nem sempre o que preciso
é o que quero

a boca sussurrando
o que a mente grita

pra agitar o corpo
acordar a indecisão

brota a semente no cerrado
queima pra romper
feito novela
vida e morte
em outro plano
meu pecado
é meu engano
que me torna
um cidadão

diferença
semelhança
danço eu
dança você
vou parar de te amar
impedir a solidão
de ser um só
vou chorar
ou sorrir
só depende da vontade
o que excita além do ato
são os gestos
expressão de sofrimento
ou prazer
tua mão chega de cheio
e agarra o meu medo
de existir
soa triste o meu verso
é que brado no meu peito
a insistência
seja honesto
ou avesso
indigesto
imperfeito
o coração

para além de um sorriso
santo
olhares que divagam almas

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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