27 de out de 2014
deus tem suas eras
assim como nós
ontem nada éramos
hoje nada somos
ele dá o tiro
mas quem mata
é o homem
devir infinito
dentro da cabeça
liberdade
é a sua trama
o eterno
ultrapassa a terra
projeto sem lei
danos sem castigo
haverá na culpa
algum valor
sentimento raso
tenta ter sentido
certamente deus
tem os seus planos



22 de out de 2014
filho,
por onde andas?
todos os dias me lembro de ti
minha casa ainda é tua
que a vontade surja do respeito
no coração e na cabeça
tua comida e bebida sejam plenos
que não há culpa maior que o perdão
para si ou para o outro
pois o inimigo estará sempre a cerca
e a proteção a teu serviço
se o desejais,
que seja assim!
saio do lugar comum
abstraio-me
é que deus não habita
em conceitos
ideias
receitas
palavras
maleitas

levo-lhe no bolso
quando quero
reservo-me doá-lo
se venero
nada sei do quanto
posso ter

mora além do verso
da canção
da verdade
ou opinião
é graça
de contemplar
um coração
sem dono

é rastro
de infinito
em meio
ao sonho

que mesmo
sendo
íntegro
daquilo
que me constitui
homem
subsiste
a inquietude
tu
que desceste ao meu céu
paraíso de chão
na amargura do mel
de paz
sem dor

nada será possível
amor
eu te gostar

ventos deixaram de soprar
calor
paixão

a tua presença
causa a minha indecisão
pra minha ignorância
pouco sei
sobre o prazer
que me deixa a solidão
a falar com as paredes
e a porta entreaberta
é meu coração sem prumo

o vermelho
corre frouxo
em tua pele
em meus olhos
minha timidez
à vista
terra longe
dos teus mares
deixa eu te querer
quem sabe
sou viés
você a linha
percorrendo
pelo corpo
tua mão
unida
à minha
três em um
entre vários
modelos

é quando a vontade divina
se humaniza
onde o impossível
tem uma medida exata
do tamanho
da cabeça
dos que creem

imagem
e
semelhança
uma moral
entre
tantas

seja ambíguo
ou intransigente
é uma ideia
criativa
do desespero

minha luta
tua opinião não me compra
resta a vaidade
função do ego
atrás de verdades infinitas
de desejos proibidos

não tem maçã?
coma outra fruta
que te baste
mas jamais
reclame
do que não podes sentir
pois discernimento
não convive com a opressão
nem a liberdade
com a ignorância

pois então,
deixe-me com minhas guias
e tua cruz,
seja o teu pingente
silencio
para chamar tua atenção
é que por perto mora deus
longe da cama
nada demais em ser o que
só se queria
palavração
é o que se faz nesse instante
acenda a chama
e corra o risco
que poderás queimar-te
antes da explosão
é o mundo mágico
de tramas sem sentido
senão o mal que levas dentro...
na exatidão de tua escolha
saibas que a vida é só essa
notras verás a tua festa
dentro do fogo que te assusta
levai contigo a tua cama
que deus se inclua em teus planos
e a saudade...
não sou eu quem peço
chega
e se deita
nada demais em ser o que
só se queria
palavração
é o que se faz nesse instante
o rosa é do feminino
o azul do homem,
do menino
o amarelo sem perfil
o branco deu a luz ao feto
o colorido tem um nexo
enquanto o preto aqui pariu
azul piscina é para poucos
lilás é indefinição
e quando tudo
fica roxo
pinto a cara
tinjo o corpo
se acinzenta
o coração
qual é a cor do teu desejo
um tom de bege
ou anil
e pelas veias o vermelho
quando me olho
pelo espelho
sou ouro
prata
um meio termo
sou verde
a cara do brasil
15 de out de 2014
não dá pra ser 
eu mesmo
se ao fim 
o mal
se expele
atinge
sem cuidado
e o coração
se fere
e vira 
medo

e logo
logo
a maçã
é doce
a boca
seduzida
abre-se
ao toque
vermelho
do batom
de tua
boca

secou
o rio
que
outrora
era
do peixe
a sua casa
e agora
irmã
o que será
de nossos
seios
amamentando
esperanças
de seca?

feito
o amor
que ora
vai 

volta
de teimosa
que é a saudade

finge
só tentar,
quer liberdade

voar
nem que seja
pelos sonhos

num mesmo
quadrado
ou redondo

onde peles 
antes
se encontravam


8 de out de 2014
é a morte
imitando a vida
demiurgo do sonho

vou-me embora
curar as feridas
que o amor 
tá sem dono

mãe, 
tua vez, solidão
não me diga porém
que o amor
tem razão

teu respiro é meu
teu desejo é meu
teu encanto é meu
outra vez, solidão

a cabeça abrir
a cachaça beber
o sorriso chorar
a saudade esconder
o deserto surtir
a maldade parar
o coração romper
o afeto apagar

é terra, é céu
é luz, escuridão
na areia branca,
amor
nas verdes águas
do mar

não tem o que temer
se deus de lá descer
o homem irá subir
a morte vai nascer
se o pobre melhorar
o rico vai sofrer

uau...
que mistura vulgar
sentido norte
ou sul
vem cá meu leste
brincar 
com o seu 
velho oeste

entranhas
sutis
vis
culturas
inúteis
anéis 

acabrunhou
meu bem querer
que o sol vai explodir
de emoção
com seu ciúme
tórrido prazer
de pés
e mãos
de braços 
e antebraços

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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