25 de fev de 2015
vamos morar na escuridão
dos nossos sentimentos
mais vis
que a clarividência de certos
prazeres
não causa
menor espanto
ora
a dissimulação
do respiro
não significa vida
em teu corpo
trai-te
e carregas na cerviz
o peso dos teus costumes
e tradicões
feito um duradouro buraco
aberto dentro da tua cabeça

um pouco só de afeto
já basta para resgatar
as nossas possibilidades

fuja do abraço
que causa dor
cobra troco
deixa solto
mais que preso
tem sabor de desespero
disfarçado de saudade

um tumor
não se controla aqui dentro
da testa
e a cegueira vai aos poucos
imortalizando
as escolhas
despedindo-se da luz
desencontrando-se
no epicentro
da voz rouca
rompendo as paredes
do músculo
rumo ao tic-tac do relógio
sensação infinita
de silêncio
um grito
que rompe

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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