31 de mar de 2015
não floresceu
a
rosa
que
o
som
desmoronou
na madrugada

obrigado
por
me
deixar

que o cheiro
é
outro

as
mãos
também
são outras
máquinas
a rever
a moral
do homem
mau

solstício
está
chegando
vou provar
cada gota do oceano
acender as estrelas
uma
a
uma
saber
de
cabeça
qual
a graça
de chegar
sem
nem
ter
partido

não,
eu só quero
mesmo
é
ser feliz

o
que
me
trai
são os meu filhos
abandonados
à própria
sorte
sem
amor
te amo
que passou do ponto

cada passo
leva um ano
tenho um coração
do tamanho
dos meus sonhos

tenho mesmo que acreditar
pra não desistir

ah,
já pensou que
neste exato momento
você
pode
estar
triste
igual a mim

é um sonho mesmo
que eu não posso assumir
outra ideia
que me detenha

sou teu meu amor,
até o tempo
que te preencha
a alma
quem sou
eu
um
pedaço
de
todo
mundo

sou um trecho de saudade
a evolução
do coração

a bebida
inebriante

a droga
que acalma

o sexo
que incomoda

a razão
sem intuito

o jovem
desmotivado

ansiedade
que não passa

admiração
que se esconde

música
que embala o sono

rastro
de solidão

absurdo
de
vontade

mescla
de
esperança
com
medo
da
morte

sou assim
teu

de qualquer um que me aceite
como prêmio

puro prazer
e puro engano

deixa de sentir
em doses incertas

hora de tomar
o remédio

noite clara
a imensidão

mais um cigarro
a distinguir
minha fala

confundir
meu tesão
beber
toda água

me
deixar
seco de desejo
cheio
de mim mesmo
explosão
de
sentimento
a
se
calar
fechar o coração
e
abrir
a
cabeça

23 de mar de 2015
eu
vou
ser teu
o tempo
que te pareça
total

inteiro
às metades
incomum
num corpo cético
alma de rei

desesperadamente
a solidão
devolve para os últimos
a vez

sou
teu
de um jeito
ou outro
o
gosto
do
teu
gosto

e tenho a fé
em crer no teu perdão
desato-me
do laço 
união

que me feria
outrora
s'embora
que demora
o amor chegar

premonição
que nada
caminhos
são
estradas
eu vou
enquanto outros
vão voltar


nas luzes
do universo
na letra
do meu verso

a mesma natureza vão seguir

não dá pra ser
tão simples
ser triste
por
ser
triste

acabe tudo
volte

sorrir

a cinza

foi
chama
a
reinar

as pedras
fazem o fogo
aparecer

amargue-se
de açúcar
se culpe
por ter
culpa

mas não se engane
ou traia
o coração

e novamente
encontrem-se
as mãos

tem que ceder 
tem que ceder
tem que ceder ê ê ê ê ê
tem que ceder

para amar
para sofrer
se levantar
e agradecer

pra ser melhor
pra entender
e o pior ó ó ó ó ó
para vencer

abdicar
obedecer
reivindicar
e conceder

empobrecer
pra se enricar
uns vão comer ê ê ê ê ê
outros chorar

para se dar
se merecer
se encontrar
se conhecer

o mal e o bem
para pensar
acreditar á á á á á
ir mais além



a fé
não é um privilégio
de
uma
instituição

não
é chancela
nem
carimbo

a fé
é a nossa
intuição
se
expandindo 
dissipando-se
em busca de sentido

na semente
ou
no fruto

sobriedade
ou
no surto

no silêncio
no barulho

humildade
ou
orgulho

vai saber onde
se
mete

criminoso
ou
mocinho

és
da água
ou
do vinho

vai saber
o que se passa

na cabeça
desse crente
tem o céu
o mar
a gente

tudo pode
acontecer
como
manter o que
o tempo levou
faz tempo

ele muda
a gente
também

era amor
agora só
ficou a poesia

é isso mesmo
que a vida
é a arte
mais incerta
que
tem

vou superar
o próprio
instinto

e vou ter
que
me
destrancar
abrir
o músculo
tocar
o
sangue
quente

poder
ver
cada pedaço
de tecido

observar
com
cura
os caminhos
de
cada
veia
e
artéria

sentir
com
verdade
a
intenção
primeira

desafie-se
rompa
as vaidades
mais
vis

e assuma
teus
próprios
desejos

experimente-se
derradeira
primavera
nunca
mais
vou
ver
a
flor

fecham-se
todas
janelas
o dia
perdeu
a
cor

e agora eu quero
é virar
um passarinho
daqueles que
atravessam o mundo
vencendo a dor

minha cabeça
não sabe
o que é carinho
vamos voar
até
encontrar
o amor

sou
apenas
passarinho

pelo
mar
sobre-
voou

procurando
coisas
e
surpresas
retirando
para
por


cada
impressão
do meu
pensamento
é
só 
um
trecho
da 
realidade

estou
aqui
a
todo
momento
a
minha
casa
é
a
minha
cidade

iiii
iiii
iiii

iiii
iiii
iiii

vamos
sair
de
cima
do
tempo
dar
a volta
por 
cima
da verdade

amar
não
vale
a pena
se ciumento
o
coração
ficar
pelas
metades

o mar
e
a
pedra
brigam
o argumento
o
que se move
ganha
do
parado

rompe
o
peito
e
muito mais
adentro

que
não
tinha
forma
vira
arte

iiii
iiii
iiii

iiii
iiii
iiii







se quiser
venha
me
amar
que
eu
estou
à toa

e não sei
de nada
não

tua mão
na minha
boca
a
me
calar

os meus
ouvidos
teus
lamentos
suportar

me entregar
nem
seja
aos poucos

que a pele
é o que
atrai
o
corpo

não
a nudez
de uma dádiva
qualquer

nem a espera
pelo
amor
sem condição

ou os caminhos
que não
levam
a algum
lugar

tenho
o
prazer
de
me
expressar
ao
teu
dispor

mesmo
que o chão
não
seja
o
mesmo
pra
pisar

me dê
a mão
vamos
partir

desativar
nosso
sistema
cultural
deixar
de
cena
e
assumir
o animal
que
embora
pensa
é
desatino
feito
o
milagre
da água
ao
vinho





quando a ofensa
supera a desculpa
um sentimento
vil
dentro do peito
floresce
pelos campos
por aí

a desatar meus símbolos

te amo
mas não quero te sentir
de que me vale
a fé
sem liberdade

o bem e o mal
são só
pontos
de
vista

de onde
você parte

da dor
ou da ferida
?

me come com palavras

me
vomita

o acaso
do
ocaso

a mão
do
leviano

no chão
eu
passo
o
pano

passo 
o
pano

que o querer de deus
está
em
tuas
mãos









a lama escorre
pelos dedos
mas deixa
as mãos
sujas

não
esqueço
tão rápido
a dor

não me suporto mais

a liberdade
mantém
preso
o meu pensamento
em você

é o amor que não
cabe
aqui
dentro
de
mim

sou só uma ilusão
coberta
de carne
imersa
na ideia
de
poder

só que o querer
me suplanta
é a
razão
do
respiro

feito uma canção
que não entendo
a letra
e
me conduz
sua música



e quando
o fim
não se acaba
é a fé

me acabo
sozinho
pra te
confundir

que fico
murmurando
a você
minha dor
desejando
amar
sem
amor
resistindo
a mim mesmo
para te merecer

é tudo uma perda
de tempo
o mundo
muitas
voltas já deu

não vale
a pena
sofrer
por
sofrer

lá dentro
ainda mora
a criança
resiste
à verdade
ao sofrer
se ilude
se arrisca
no jogo
pra
ganhar
não
perder
o mal
é quando
humanos
nem mais
nem menos
humanos
se tornam

feito a indiferença
tênue
da mãe que dá
a própria vida
por um filho

que nem precisa
ser humano
pra isso

esse é o amor
maior
que me diminui
quando sou desonesto
com os sentimentos
alheios

é que também sou
com os meus

e
vivo a confusão
dos meus desejos
que não sabem obedecer

o céu é logo ali
no forro branco
que me protege do telhado
da faca amolada
que me tange
a ser eu mesmo

não que eu queira
é que nem sei ao certo o que quero

vou descansar
amigos
dormir um pouquinho

que é pra sonhar contigo
ó meu amor

e nem o tempo vai
me deixar melhor
ou triste
e
vou produzindo amor
e
consumindo
desespero

a boca
sentencia
o riso
e
tuas mãos
não se achegam
mais
em meu
regaço

não desisto
de você
enquanto
o sol
aquece
o dia

me depõem
as palavras
e sentimentos
que
afasto-me
de mim
enquanto
é tempo

desisto
de sentir
por uns momentos
e reintegro
a missão
do meu respiro

te quero
aqui
te quero
bem

saiba se dar
com precisão
sob medida
patrocino
a dor alheia
causo
a lágrima
vindoura
cuspo
no
dom
que a
terra
me deu


sou
aliás
o que
te
fere
não
o que
acalenta

que venha a cura
de minhas mãos
sedentas de sangue
que o perdão
só se cria
depois da vingança

e não há
como esconder
o juízo
do outro

pois o que vem
vai

está a caminho
de mim
ou de qualquer
um

eis a descendência
do pecado
que deus
criou
dentro
da tua
cabeça

ó deus
demasiado
humano
tenho
que
me
redimir
pra
te
merecer
e
reconhecer
em
mim
o
que
talvez
nem
sou

já que
eu não posso ser um anjo
quem

de deixar
de ser eu mesmo
senão o que vos fala em desespero
?

o sentimento
cria
a relação

o desapego
transforma
a natureza
do entendimento

o engajamento
reproduz
a progressão
do gesto

e tem como
se deixar
levar

que o medo
esconde
o homem
nas sombras

lá o sexo
é nocivo
e benfazejo

a doença
é a busca
da ilusão

a verdade
é a incerteza
do limite

a vaidade
é o que
move
o coração
dessa vez
cada palavra
ousou
mentir
gerou
desgraça
na deselegância
de um insulto

você
foi embora
e levou
toda e qualquer
pena

sentimento
inverteu-se
feito
onda

que a lua
mira
a
terra
girando feito um pião
e a dor
não é exclusiva
de humanos

sou
teu andor
tua
esperança

mas só dá pra carregar
o que me traz
utilidade

é o prazer
de amar
que nos leva
a fazer
algum laço

total
e intrínseco

e relativizo
o eterno
em
mim

pra não bancar
o cético
ou
o
crente

a dúvida
cria
a vontade

a razão
instrumentaliza
a dor

a esperança

no sentimento

a adesão
da fé
só pode
ser um gesto
livre

senão
é comer
a grama
pelo grama

e decidir
o acaso
pelo
ocaso
não
me
leve a mal

o sentimento
que é cru
e se esvazia
pra repor
de sonho
a solidão

a sabedoria
ganha um tom
acinzentado

a morte
cria
em mim
uns gestos híbridos
que me
prendem
até
que
chegue
a
ruptura

o
meu amor
é irracional
na estrutura
porque
sou
um
projeto
divino
de
homem

agora vou correr
até te alcançar

eu vou me destruir
para me recompor

tem não
um jeito rude
de achar

que a fé
é quem me move

a fé
é o que me leva
a algum lugar
que
seja agora
mas se não der
pode ficar pra depois

é que eu fico
te olhando
e não me canso
de te ver

repetitivo
objeto
de
prazer

nas minhas mãos
o teu poder

a solidão
tem a cor da noite

que o sentimento a gente cria
e o preço
a gente paga

o fim da noite
é a luz do dia

é que eu fico
te olhando
e não me canso
de te ver

repetitivo
objeto
de
prazer
deus
é a minha paixão
sem fim

tem a natureza
da amplidão

sua ideia
mora
no
meu
pensamento
seu
desejo
no meu
coração

matam-me
por ele

ama
o cativo

destrói
na batalha
acorrenta
esmaga
seus
adversários

leva a
paz em uma de suas mãos
na outra
o abandono

que a cabeça
se inquieta
e se endireita

quem é livre
sabe
a força
da sua própria cor

ora
escravos
éramos
iguais
não sou eu
é um dos vários
desafiando
um dos tantos
de mim

anjos solitários
e demônios unidos
na incerteza
de amar
ou ser
amado

numa música
interna
sinto
lá fora
a beleza
e a dissimulação
de espíritos
tortos
incertos
igual o
meu
amor

e nos
fazemos
mais
incompletos
ainda

quando
na verdade
nos buscamos
o tempo inteiro
no alheio
para nos acharmos
mais perfeitos
e
menos arrogantes
com a própria história

e a fome
desestrutura
o corpo
para dizer
que eu não preciso
mais
de você
nem da solidão

aqui dentro
não há liberdade
pra todo mundo
se um de mim
te escolhe
um outro
te rejeita
anjos prisioneiros
da sorte
lhes imposta

traíram a confiança
da ideia
venderam-se
aos demônios
entregando-lhes
suas asas

a música
cedeu
ao abandono

o choque
abalou as estruturas
de
deus

que o homem
tornou-se
alvo
das intempéries
do espaço
e
do
tempo

agora refém
do próprio
medo
de
amar

e não adianta
suplantar
o sonho
sem medir
a consequência
da escolha

nada
é maior
que um sorriso
por menor que
pareça

e a doença
tem que seguir seu curso
rumo ao absurdo
da cura
que não liberta da morte
o sujeito
mas
o seu objeto
mercenário
sou o caçador
de um tesouro
em tuas praias
hoje
à deriva
nesse mar de felicidade

que não 
me
causa
nenhum espanto
que
a minha alegria
te faça triste

a minha
cruz
teu
desespero

o meu amor
não
está
aqui

neste momento

a solidão
é a mãe do
pensamento

tenho saudade
do que me dá
algum prazer
sentir

senão 
vou me despir
da fantasia de pirata
e em assalto
minha
nudez









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