a dor
é meu instrumento
de confissão
e


o sonhos 
são
atos de contrição

a vida
repõe
o medo
e
um dia
a morte
vem

pra entender
vai
ter
que
se
encontrar

igual
o
sal
a percorrer
tua língua

ou a semente
a
se
esconder
na terra

sou teu amor
ainda
que custe
a vida
inteira

nada fará
o mal em ti
se não o penetrares
em tua pele
ou
desferi-lo
em
tua boca

vamos
amanhecer
tranquilos
e
descobrir
a
cor
do
amor




27 de abr de 2015
agarra-me
como se eu fosse tua
e
me
insista
em
teus
braços

é que o futuro
não é o dono 
desse amor
senão
o
instante

que não sei
dosar
o elemento
que nos cabe
dentro
de
nós

a incerteza
desvairada
da cabeça

desejo
a
noite
como prêmio
de
nossas incursões
e em teus braços
vingue
o
abraço
promissor

sou
tua
meu amor

é o que
sinto
em tua ausência




é o avesso
da partida

é quando fujo
e me deparo
aqui
de
novo

sabedoria
a relação
galinha
ovo

o sentimento
ressentido 

uma angústia
a
dor
calada

uma saudade
desatando
o meu
vício

tua
metade
o meu pedaço

surgir
no meio
que o final
é
o
início

uma equação
que não resolve

uma emoção
que perde
o preço

ter um valor
é só uma ideia
do mercado

nossa cabeça
teve
o
lacre
violado

que é bom
saber

sem desistir

a vida
é pouca
ilusão
dentro do prato

é a vontade do respiro

a solidão
é o argumento
do meu
fato






21 de abr de 2015
na mesma cama
a mesma cena
contradizendo
o meu poema
o amor não esteve por aqui

tua ausência
é o meu drama
a solidão
a tua fama
o meu prazer
a
te
parir

só mesmo o ar
trazer de volta o respiro
que as manhãs
ficam sem graça
sem o teu riso
a tua
mão
a
me
moldar

fujo
e
só encontro com o perigo
sou mais teu joio
que teu trigo
o mal em mim
expele
a dor

a poesia
tem encanto
e nos meus
olhos
só o pranto
a soluçar
por
teu
amor



defendo-me
com meu verso
infiel

me envolvo
com teu sexo
casual

me estrago
e
me enveneno
de
ciúme

e deixo um recado
na parede

tua pele
tem um gosto
que eu
gosto

tua boca
um
sabor
irresistível

e agora o que fazer

novamente
espero

já foi um desespero
antigamente

deus jamais
vai trair
a
sua humanidade
sou dele
o
que 
eu
posso sentir




A racionalidade não garantiu uma ruptura com as aspirações do homem externas a ele. Afinal, o que seria do respiro, não fosse o ar? Talvez nos moldaria deus de uma outra maneira. 
Agora, o que é prerrogativa de um conhecimento puro? A definição do que somos perpassa a definição de como pensamos. Então, o conceito de verdade deveria ser algo inerente ao homem que pensa, não uma imposição da linguagem  travestida de uma roupagem meramente moral. A regulação só poderia ser algo do homem para ele, não uma subordinação ao ego de deus. Desde os mitos, fica claro que deuses imitam sentimentos humanos, seja na forma mais fundamentalista até nas mais liberais e ditas renovadoras.


16 de abr de 2015
tem
nada não
tem
nada não
é crueldade
do tamanho
da paixão
um desespero,
quem
comanda
o coração?
é a vaidade 
corrompida
um dissabor
será a vida
o teu prazer
e a
minha dor
um tom de
rua
sem cautela
sem orgulho
serve
na esquina
na escada
no escuro
a sua cor
é de um tom
avermelhado
nada me
vale
a liberdade
se obrigado
a não
amar
quando
o
amor
não
é
amado




liberdade
aos 
teus
grilhões
e
correntes

numerosamente
somos
todos
um

vou cobrar
de quem me deve
persistente

venha
pra somar

não
pra
dividir

eu só quero
o
que
me cabe
de
você

e nada
mais
é
só um tempo

que esse
amor
um
dia vira
o meu
vício

uma arma
apontada
na
cabeça

é um risco
te
perder

tua ausência
a
se
perder
na consciência

vida
vai determinar
seu reinício

relembrar
um sentimento
imortal




outro
cigarro
toma a minha poesia
que
o
verso
é a fumaça que sai do meu rosto
a invadir
todo
o quarto

um pensamento
é o suficiente
para
apagar
o brilho das estrelas
e encurtar a saudade

vou
abandonar a culpa
e a liberdade
e assumir
louco
a
prisão

que deus já não consegue
ser o bastante

e não me cobrem
vossa
verdade

que a minha vaidade
anda
às soltas

difícil
vida
fácil
que
me ganham todos os holofotes
e o que fica
para a eternidade,

sonho?


uma menina
solta na imensidão
dos sonhos
a procurar o sabor
doce
da adivinhação

só sabia
de si
e do vestido azul
da cor do mar
que a envolvia

voavam pelos ares
um
a
um
os desejos mais sutis
e aberrantes
da pequena

era sabedoria
escondida
na inocência
que cura
as já
dilaceradas
porções
de desencantos

que a vida
é
um ponto
de interrogação
e
só mesmo
um sonho
é
capaz
de
responder






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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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