tua vaidade
me
trata de um jeito sem norma
sem
forma
sem jeito

toda a verdade
se
cala
divaga
nos ares de algum
argumento

se foi
sem saber
o que
era preciso

e não foi
feliz

não era importante
amar
à medida
do outro

a pele implorou
pelo
toque

se deu
ao prazer
infiel
da saudade
e
do
gozo

num instante
as mãos
já sabiam
por onde
correr

o nada
em razão
da mania
era
claro
em mim

é raro
não prever
os rumos
que
a dor
vai causar

que a felicidade
parece
injusta
6 de mai de 2015
eu
sou
porque a tentativa
de amar
me
traz
de volta
ao desespero
de tossir
e não ter ar
pra carregar
meu lar

são circunstâncias
tão amenas
que o sorriso
aquece
a
alma

a solidão
estende a sua roupa
no varal
dos versos
e a vaidade
se esconde
no quarar dos sonhos
que cantam
os corações
enquanto
esperam
aguardam
novamente
a tua mão
e
o
teu brilho
a desnudar
o
afeto
divinal



5 de mai de 2015
eles
se
atacam
se
acertam
se
abraçam
se
expressam
e
estão
de
conluio

devolverão
à privada
o
verso
a
fala
humildade
e
parcela
do
orgulho

e numa
mão
acalenta
na 
outra
dispensa
seu
engodo


são anjos
e nem 
por isso
se igualam 
ao divino
ao
homem
à
sorte
de
chorar
e o teu
atrevimento
chegou
como um 
vento
me leva
daqui
pra outro
lugar

3 de mai de 2015
e quem me completa
é o meu amor
a minha canção
é parte
da
parte
encarte da arte
o grito de deus
o tempo
que
canta
verdades
espanta
saudades
de mim

era só pra ser 
mais um amor
e nada mais

vão me enterrar
no fim
e o que fazer
do pão
dos filhos
das cantigas
de ninar

meu esqueleto
em
tua
carne
a
se
moldar

minhas virtudes
atitudes
a calhar
em
boa
hora
não demora
vem
me
amar

não precisa ser muito
sábio
em perceber
o valor
de um respiro
até porque está
para além
de uma lembrança
ou saudade
e toda a sabedoria do mundo
se resume ao avesso do instante
à negação da escolha perdida
nos sentidos
ao soluçar da caridade
maltratada
na dor finita
e na felicidade falida

não podem ser uma perda
a coragem e o medo
as voltas do rodamoinho
o som dos pés do lagareiro
o vento a inebriar o crente
a água a perfurar a pedra
a ideia que enganou a mente

e o dia não cumpriu as suas horas
a noite se calou na escuridão
o sonho se evadiu com a memória
cabeça deu adeus ao coração

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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