amo o infinito
entendo a tua dor
pra ver se o que sinto
é meu cobertor

desbotando a terra
enchendo-a de cor
depois vem a semente
contra mim 
depor

a sua luz
iluminar
a refletir
seu caminhar

é mole a verdade
e dura
a compaixão
perigo é ser usado
na imaginação

de que me vale
o outro
de que me vale
o pão
não levo um tesouro
nem 
no coração

sua fração
determinar
sem divisão
sem discordar 

paralelos se
chocam
na sombra
escuridão
vou te
lembrar um tempo
de preocupação 

vidas que
eram
vidas
céus
que andavam
em chãos
sabia disso tudo
sim é sim
né 
não

redescobrir
desencontrar 
desimpedir
resignar


não era para ser amor
só um poema
que mande ao coração
mais um recado
não era para ser amor
só um dilema
como amar
se me falta o amado 

só alegria
só um recado
só fantasia
só um cigarro

só uma mania
só um pecado
só ninharia
só um bocado

só maresia
só mareado
só ventania
só um tornado

só uma via
só um teclado
só uma cria
só um ensaio

só ousadia
só um legado
só poesia
só um chiado




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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

Teça seu comentário!
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