15 de dez de 2015
é que já fomos condenados
e só agora nos damos conhecidos
uma multidão de solitários
em busca do elo perdido
que se esconde no umbigo do mundo
no interior de minhas crenças
que da ciência de amar eu sou um leigo
me entregando por migalhas de saberes
é pouco caso e muita luta
só basta acenar de lado
pra convencer o próprio ego
que o melhor é o que lhe faz ser feliz
nem sempre o outro é uma boa companhia
embora o ame como assim dita o corpo
faço justiça, só depende do meu jogo
todos caímos na armadilha da ideia
é só por ela que comemos
nela pensamos ao falarmos
por ela somos redimidos
em suas trilhas, os meus passos
desaba
a
dor
e
afrouxa
o

do desespero

firmamentos de papel
disseminam a felicidade
um portal irá se abrir
bem em frente os teus olhos vis
e verás a solidão do ter
quanto mais prazer lhe encontrar

asco
lixo
discriminação
mares negros de tanto suor
as meninas no portão sorrindo
e os homens tolos de paixão
sexo e desejo vão fluir
quando a nota encaixar o tom
tudo vai ser teu, porém
se o vento não soprar demais

derrubar

pra erguer

guerrear

se envolver
minha cultura é feita de barro
e quem diria ao homem outra coisa
pra todo lado só tem o dinheiro
prazer e medo vencem a verdade
o que me encanta não é o sorriso
que esconde a face nua do pecado
cabeça leve, mas a alma frita
tudo é demais e eu só vejo alarde
lá na cidade tem pessoas vivas
e no meu quarto eu morro novamente
igual a solidão de um cigarro
me chega à noite o peso da idade
e qual seria o sentido da luta
se todo mundo quer matar a fome
cada respiro se foi num segundo
o que eu quero é felicidade
a moral
aprisionou você
não queira o mal só para si
tem uma parte
que é paga em dinheiro
e a outra em solidão

vista-se
de branco
o final do ano se aproxima
deixa o relógio seguir
ferida, cicatrizar
outras medidas de amor
tácitas desilusões
à tona
vão sorrir

preciso urgentemente dizer
que tudo aqui não passa de uma vontade
a pena é que estocaram a dor
uns querem todo o mal mesmo pra si

e daí
se deus é quem dita
o movimento da escrita

que não deu tempo
de fechar a cicatriz
e como se prestasse um culto

foi quando acordei
e vi que era tudo igual
mantive o silêncio
dentro, o grito

felicidade,
eu não sou feliz!
não há quem nos entenda
nem mesmo quem escute
o grito das meninas
o choro do ladrão
me limitar à droga
fazendo mau seu uso
buscando um sentido
uma religião
nada é mesmo tudo
quando eu não sei direito
o que me mata aos poucos
alimentando a dor
finjo olhar lá fora
me escondendo dentro
pra suportar a moda
e resistir sozinho
me dê uma resposta
um sentimento fundo
uma saudade própria
um coração, um rumo
a sorte tem seu preço
a morte, um endereço
deus não me pediu nada
eu é que aceito tudo
você diz que me ama
depois se desconversa
julga os meus excessos
me caso à solidão
então, de volta à reza
e novamente ao ventre
romper a ida, a sorte
trincar, quebrar a lente
o mundo novo chora
a vida nova enche
o saco da demora
a paciência mente
deixa de ser agora
passado é vigente
futuro, uma memória
falido, indulgente
qual é
teu nome
e codinome
senhor
a tua
parte dessa terra

é que já fomos condenados
senhor
paixão que a vida é uma espera

a gente vai romper o útero
e massacrar os inimigos

antes do bem
além do mal
só tem prazer
e nada mais

deus é o sexo que cria
é a saudade que me excita
a solidão dos meus sistemas
irracional, a sua medida

vou depender dos que me amam
e concertar meu desespero
e violar a tua parte
redescobrir cada desejo
essa vida eu levo o mundo
se quebrou a corrente
sou do mar o mais profundo
na cabeça do crente

armadilha de deus é um remendo a reparar

eu sei que o tempo muda
sem parar

também
que não sou o que penso
sou bem mais
o teu prazer
a me encontrar

curto mais
a ousadia
traços
engenharia
da dor
engessar a mania
de amar
repartir o remédio
e dormir sem remorso

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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