27 de jan de 2013
Vou te amar ao menos
Mais eu vou te amar
E quem se entregaria por tão pouco
O meu oráculo anda meio louco
E eu inteiramente dou pra não faltar
E anda me faltando mais ao menos
Quando vou refletir, em nada penso
E quem dominaria a arte de tentar
Talvez o erro nunca existisse
A tua falta já não mais reside
Dentro da minha testa
No meu caminhar
Ontem não fui à festa
Só pra me poupar
Todos meus mares andam sem um porto
O meu destino reto ficou torto
A profecia manda 
A arte, imitar
E ao perceber que o muito já tá pouco
O meu oráculo finge estar morto
E na necessidade eu redescubro enfim
Que mais me tem o outro
Menos me tenho em mim
Toda felicidade é finita
Tua verdade em mim não é bendita
Na direção do vento insisto em respirar
Ao pai eu peço a bênção antes de acertar
E quando erro entendo que a sorte
Igual qualquer destino, vem a morte
E quem deseja o tudo tem o pouco
O som sai cansativo, fica rouco
Me ensinaram o tudo e o nada sobre deus
Mostrando que no fundo o raso aqui sou eu
O meu guru se entrega às metades
Prevê só quando a necessidade
Me deixa sem um meio de chegar ao fim
O meu oráculo finge estar morto
E na necessidade não encontro
E mais me tem o outro
Menos me tenho em mim

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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