28 de jan de 2014
o homem poluiu a cabeça do súdito
e lhe desceu amargo dentro da garganta
a chave pro futuro ficou na memória
a porta da esperança abriu hoje mais cedo
que o mar de azul logo ficou vermelho
o dia acinzentou pra ofuscar o brilho
a sombra apareceu no meu deserto árido
o sino não tocou para acordar o sonho
meu pensamento nu se escondeu no quarto
fugiu pela janela atravessando a nuvem
voou por onde voam as ondas sem matéria
e distinguiu a dor do medo na cabeça
do céu via na cama o seu corpo místico

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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