11 de nov de 2014
teu jeito ímpar de se importar
com os meus espinhos
botões
mania de ser flor
em várias aquarelas foi buscar um tom 
que amor igual nunca se viu assim

dar a quem se impõe
é o mesmo que se dar
de jeito algum
o sol me diz
qual é?
ter que secar o rio
solidão de pavio
bem curto
feito o cabelo que vou deixar crescer
imagem que trafega ao meu encontro 
sou o teu rato
me cobro muito mais 
e já não tem o que fazer
que a rima se perde 
nos ais
não tenho nem o que dizer
pela janela oculta mora o amor bandido
que meus instintos se unem aos seus tintos
sabores de frio
debaixo de sete chaves
caminhos
de boa
distintos
duas peles na cama
se trancam em si mesmos
dividem uma mesma chave
longe da cidade
além dos seus muros

e de quem é a culpa
da sanidade
ou loucura
que moram dentro da casa
ter que sair é perigo
se der eu pulo de novo
essa parede de aço
que só tem forma
tem força
limite
da liberdade
que se esconde
debaixo da saia
dos teus amores
de vidro
dos teus amores
de pedra
transforma
água em festa
e solidão
em desprezo
vou já
partir
de volta pra mim
uns mares
de chão pra passar
por cima do céu
e não me arrependo
do que só causou dor
não foi dinheiro
fazer o quê
se o que me acusa
é um pedaço do que sinto
outro pedaço é do vento
que me leva
antes de me enquadrar
de novo na semana
é isso aí
meus camaradas
é isso aí


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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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