16 de jun de 2012
Arrisco em pensar que me queres
Enquanto venero
Desejo teu corpo

Atrás de um homem, mulheres
Sei que tu me esperas
Na dor ou na falta

Não tenho pudor na escrita
Nem asco, nem finta
De ser um engano

Teu corpo no vulto me encanta
Diz-me, quanto custa
Deitar-me ao teu lado

Num copo de gim bem amargo
Eu trago um cigarro
Me satisfazendo

A mão se infiltra abaixo
Ao umbigo, em afagos,
Lambidas na orelha

Tua boca um sabor de pecado
Meio adocicado
Tua língua um deleite

Percorro o pescoço
Desbravo teu colo
Invado tua nuca

Pobreza de versos
Riqueza de gestos
Encontro de peles

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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