12 de out de 2012

Atrás da rua tem um beco
Que apelidaram de aterro
É lá onde apanho as palavras
No desaterro da imundície
Pra convencer pro meu desterro
Que a fé afunda meu desejo
E a esperança floresce branca

E lá no beco sujo
De vez em quando eu fico só
E alimento meu silêncio
O meu sorriso
O meu tormento
E as palavras se impregnam na pele
Na mente, sobra a intempérie
Da volta ao meu princípio
Da vida, embora um vício
Que assola o peito na covardia
Na atrocidade do homem
Que desonra a noite
E no dia, finge inocência

0 comentários:

Seguidores

Acessos

Marcio Lima. Tecnologia do Blogger.

+ Vistos:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Quem escreve...:

Minha foto

Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

Teça seu comentário!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Concursos