24 de out de 2012
Chega uma hora em que o instante é o momento
De romper ao peito o coração em chama adentro

A minha vontade é de tê-la aqui por perto
Deixa esse tormento ir embora com o sol
Mira, vida minha, que de fora vejo dentro
Fecho os olhos, é a vez do coração falar

Meu desejo não quer mais
Enfrentar restando atrás
Feito a claridade se escondendo na escuridão

Deixa essa mania de deixar-me a ver a nau
Pétala por pétala me queira bem ou queira mal
Antes que o dia me convença com seu sol
Vamos, nos joguemos ao ocaso
E nos refaçamos sem descaso
A lua tem mais a nos dizer
Que o calor de um sol sem chama
Pouca água em muita lama
Pelo mato ou pela cama
Nossas peles desmancham-se em fendas
Por onde se guiam as veias e a alma

Reatemos o nó que se desfez
E que nos prenda a beleza do laço de outrora

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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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