Ao entorno, o dentro
Ao descrente, intento
Ao inocente, o gesto
Aos amores, vento
Se apressado, lento
Se lhe tenho, empresto
Abra-me o futuro
Cubra-me o escuro
Cumpra-se o passado
Que o meu presente
Cessa brevemente
Desarticulado
Eis que de repente
O coração ressente
A solidão de lado
8 de ago. de 2013
vaidade
o meu corpo
é asfalto
quente
desgastado
pelo calor
da amplidão
retalhado
em milhares
de pedaços
o coração
parece aço
a se derreter
corrompido
invasivo
sua opinião
é sua voz
queira ou
não queira
a vaidade
engana
a indecisão
é asfalto
quente
desgastado
pelo calor
da amplidão
retalhado
em milhares
de pedaços
o coração
parece aço
a se derreter
corrompido
invasivo
sua opinião
é sua voz
queira ou
não queira
a vaidade
engana
a indecisão
4 de ago. de 2013
Nossa canção
Mais um cigarro acende meu desejo
De expressar o que me causa medo
Te alcançar, talvez eu não consiga
Mas te querer, é fato, não tem jeito
Pra disfarçar, provoco o teu ciúme
Finjo sonhar, mas ainda nem dormi
É que a noite só me afasta de você
Milagre é sermos dois e sermos um
Não sei a direção, o rumo a seguir
Eu vou deixar pra lá nossa canção
Homem velho
Abandonar o homem velho
Pra isso, sucumbir o novo
Rever o ato que se esconde
Na busca incerta do desejo
Se não me falha a incerteza
O amanhã não me pertence
Pode até ser que não resista
Nem mesmo eu, quiçá o dia
O tempo, o espaço, a agonia
A tua glória ou meu fracasso
E vice-versa o que me importa
Se na memória eu te encontro
Pra isso, sucumbir o novo
Rever o ato que se esconde
Na busca incerta do desejo
Se não me falha a incerteza
O amanhã não me pertence
Pode até ser que não resista
Nem mesmo eu, quiçá o dia
O tempo, o espaço, a agonia
A tua glória ou meu fracasso
E vice-versa o que me importa
Se na memória eu te encontro
Lembrança
Em que grau da normalidade me encaixo
Sempre me espremo pra caber
Tua insanidade me acalenta nessa noite
É que a lembrança da morte me adveio...
Sempre me espremo pra caber
Tua insanidade me acalenta nessa noite
É que a lembrança da morte me adveio...
3 de ago. de 2013
Endêmico
o corpo ensolarado
o espírito lunático
quero um amor romântico
sádico,
cético,
cínico
ando assim meio dramático
o próximo
iludiu
insurgiu
dentro do imaginário
tóxico
drástico
físico
me escondo em teu cenário
cômico
autoral
endêmico
o espírito lunático
quero um amor romântico
sádico,
cético,
cínico
ando assim meio dramático
o próximo
iludiu
insurgiu
dentro do imaginário
tóxico
drástico
físico
me escondo em teu cenário
cômico
autoral
endêmico
Dono
Por detrás da saudade, o abandono
Cujo outrora era autor do meu desterro
Foi então que entendi qual é o erro
Descobri que o amor não tem um dono
Cujo outrora era autor do meu desterro
Foi então que entendi qual é o erro
Descobri que o amor não tem um dono
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protesto
num tempo onde as tragédias são celebradas alguns tantos te querem triste, derrotado levante, sorria para o espelho, para a vida o teu sor...
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Anoitecera novamente. A sala é invadida rapidamente pelos desejos mais ocultos. Não cabe desvendá-los nesse instante. Paralisa-se o espaço...
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A musicalidade e discrição da língua me impressionam às vezes. De um lado temos toda a hostilidade dos homens que insistem em te explicar ...
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