é cantiga de dor
acalento é saudade
chega feito a idade
e estraga com o tempo
colorido sem cor
rua sem endereço
pago e não sei o preço
é fumaça sem vento
onde escondo a maldade
e disfarço o meu jeito
será dentro do peito
ou fora da cidade
que a justiça é vaidade
relativo o direito
se me julga imperfeito
me faltando o respeito
escondendo a verdade
5 de out. de 2013
meu canto
quem me ilumina
mora no mar
e quem me guia
é feito de vento
salve a lua nova
que liberta a noite
salve a aurora
que encontra o dia
tenha a liberdade
o lugar cabido
vença a maldade
liberte o cativo
sábias decisões
permeiam canções
em meu desencanto
se faça a vontade
pro bem da verdade
ressoe o meu canto
coração de pedra
me sento, reservo, me tento
me invento, deserto, me vendo
arcabouço de aço, de vidro
outra vida de eras bem vindas
amaldiçoaram o meu verso
sem culpa ou mágoa, inverso
em outro plano além das cabeças
noutra dimensão, outro universo
de rimas, de sons, de palavras
onde o pequeno se reserva calado
o grande resiste ao mal feito
e o peito de deus se contrai
as mãos da natureza se soltam
desintegram cada coração de pedra
e dá ao homem o que lhe cabe
3 de out. de 2013
o monte
quando toda a ilusão
não passar de um sonho,
lembre-se,
que de onde vieste
não tinha pano
nem tinha chão
num dado instante
veio o levante
- aqui estou
e o que será
do meu destino
se de menino
eu nada sei...
além de um rio
do horizonte
lá tem um monte
pra se esconder
da tempestade
vindo com força
antes que chegue
o amanhecer
se alimente
de liberdade
reine a verdade
dentro do ser
abra o peito
sem preconceito
verás o monte
aparecer
não passar de um sonho,
lembre-se,
que de onde vieste
não tinha pano
nem tinha chão
num dado instante
veio o levante
- aqui estou
e o que será
do meu destino
se de menino
eu nada sei...
além de um rio
do horizonte
lá tem um monte
pra se esconder
da tempestade
vindo com força
antes que chegue
o amanhecer
se alimente
de liberdade
reine a verdade
dentro do ser
abra o peito
sem preconceito
verás o monte
aparecer
retrato
retrato na mão
e a memória foi buscar
no meu coração
uma história relembrar
sorriso espontâneo
e um abraço desmedido
o olhar momentâneo
desarmado, descabido
o sol sob a mente
e a cerveja sobre a mesa
esfriava o corpo
esquentava a natureza
um céu reluzente
amigos contentes
e o mar se doando
o medo ausente
a água ardente
a tarde chegando
intuição
falta no tom
sobra no olhar
parece bom
nada maldar
e a razão
deixa a questão
solta no ar
falta carícia
sobra malícia
no coração
seja a ciência
ou consciência
opinião
tua verdade
feito saudade
é intuição
sobra no olhar
parece bom
nada maldar
e a razão
deixa a questão
solta no ar
falta carícia
sobra malícia
no coração
seja a ciência
ou consciência
opinião
tua verdade
feito saudade
é intuição
1 de out. de 2013
sem o amor
sem o amor
o que me resta?
a tristeza
a alegria
a fraqueza
a magia
o tesão
o desejo
a paixão
o teu jeito
a vaidade
o direito
a vontade
o respeito
o que me resta?
a tristeza
a alegria
a fraqueza
a magia
o tesão
o desejo
a paixão
o teu jeito
a vaidade
o direito
a vontade
o respeito
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