4 de nov. de 2013

caminhos

O que te representa hoje?
Em que mares trafegas?
Quem dirige os teus passos?
Quem tu amas ou detestas?

Dentro de mim há movimentos, caminhos, guias e sentimentos.
Cabe a mim, conhecê-los.

3 de nov. de 2013

Graças

A mão que abençoou
Ao meu corpo refez
A graça me alcançou
Mudou o meu viver
Do que adiantou
Se o dia raiou
e já amanheceu?
Um novo clarear
Coragem meu irmão
Que existe o perdão
E a verdade vencerá!

vai passar

vai,
vai passar
esse rio tem águas tão turvas correndo pro mar
a paisagem se esconde na curva, a saudade também
na encosta ficam os meus medos, juízos sem fim
no começo invisto em valores maiores que eu
pra depois me vender pelas flores, roubar teu perdão
sentimento de náusea eu crio, e lhe tenho aos meus pés
de presente lhe dou um afeto ou qualquer coisa assim
uns enganos que deus desconfia que exista amor
vai,
vai passar
no embate minha solidão se quebrou na parede
em teu pé está minha cabeça, quiçá a vaidade
mera calma, vontade tão rara de romper a luz
em teu seio navego no meio desse meio tom
é que não sei lidar com verdade e imaginação
eu primeiro te tomo, te nego, disfarço o porvir
com certeza, sutil na frieza da calma de impor
pra depois de sorrir e chorar, eu me deite no chão








cigarros

a claridade esconde o breu
das vaidades pequenas,
ausências, emendas,
maldades

e o medo de mentir 
não tem sentido
num todo da parte
que é só uma parte
do mundo

que eu criei pra te sentir
e paralela eu seja uma linha
ao lado, de frente, em cima,
do umbigo

tem muita curva nessa reta
feito uma flecha de riso,
escárnio, desvio,
saudade

de uma vida que não tive
de uma droga que me avise
em minha mente, deus existe
só quero um gosto ambíguo
de sonho, bebida,
de graça, vertigem,
cigarros

2 de nov. de 2013

meio do grito

teu mantra
meu manto
teu medo
meu canto
estrada de areia
caminho de pedra
vereda de açúcar
morada de saudade
saúde de menino
conceito de intempérie
zelo que venere
o tom da alma
na dança de palavras
no meio do grito 

sábio

chega de comando
para de engano
deixa o ar passar

entre nosso muro
tem um jeito escuro
de rememorar

nossas atitudes
trazem inquietude
ondas desse mar

que navego pouco
sóbrio, resto louco
sábio que não sabe amar

por onde foi andar meu coração

por onde foi 
andar meu coração

se mais tarde eu perco o juízo
é que cedo me dei por vencido
a saudade é a questão

na fumaça se ergue a cortina
e a pressa de amar não fascina
mais verdade que opinião

por onde foi
andar meu coração

quando acho, novamente perco
minha culpa não dá o direito
de cobrar ou ferir tua mão

sendo livre reprimo a verdade
o que será banal na vaidade
quando alto viajo em teu chão





protesto

  num tempo onde as tragédias são celebradas alguns tantos te querem triste, derrotado levante, sorria para o espelho, para a vida o teu sor...