28 de fev. de 2013

A trilha do meu coração


As verdades se enganam
Desde que o homem é homem é assim
Meu sonho tupiniquim, rememoro
As mágoas do meu coração sem fim
Envereda, se enamora
Nada é mal se o bem for ruim
As tristes passagens de versos cantam
As velhas memórias de uma noite longa 
O dia já se acabou
A lua, enfim chegou
Desmerecerei o teu perdão?
Não cabe o meu sofrer
Não soma-se ao meu cantar
A mágoa lhe devo recompensar
Então diga-me o que fazer
Não posso me entregar por tanto
Que não tem tamanho essa solidão
Lhe deixo só o meu canto
Lamento lhe dizer, portanto
Vou seguir a trilha do meu coração






26 de fev. de 2013

Verso sem memória

Vê se apaga a tua chama de outro jeito
Agir assim, não há razão
Eu não carrego um cinzeiro no meu peito
Não se maltrata um coração

Haverá fogo, onde há fumaça
Descarto e vou direto ao lixo
Cubro os olhos à minha mágoa
E novamente eu me arrisco

Vê se desiste de enganar-me dessa forma
Eu não controlo a emoção
O coração é feito um verso sem memória
Se entrega cego à ilusão

Tuas promessas, eu desconfio
Confunde ao toque acertar
Lembranças fogem ao desafio
Esqueço-me pra relembrar


Vê se apaga a tua chama de outro jeito
Agir assim, não há razão
Eu não carrego um cinzeiro no meu peito
Não se maltrata um coração


Anjo

Até amanhã - me disse meu anjo protetor
Eu ressenti em busca da paz
Ao pai, à mulher, ao filho, virá a luz de lá
Enquanto aqui raso é caminhar
Dispensa a mágoa, o frio está para chegar
Teu peito ao meu vamos celebrar
Costura a mente e sutura depressa a cicatriz
Me deixa ao menos navegar
Nos mares, feito altares de pele em pelo nu
Encontram-se vítima e algoz
No céu da manhã o anjo virá me consolar
Cabeça diz, coração desfaz

Comprimidos

Comprimidos
Me comprimem
Deixam medos
Sem vontades
Os desejos
Sem maldades
Minha faca
Fica cega
Meus olhares
Afiados
A ideia
Maltratada
O meu gosto
Indisposto
Metanoia
Em meu corpo



Desesperando

"Minha loucura
É minha lucidez
Tenho a fartura
À míngua o amor
Vou reparando
A arte de viver
E me entregando
Vou insistindo
Desesperando
Vou resistindo"




Chamado

Vou abrir um chamado ao coração
Protocolar a minha indecisão
Não tem como somar e dividir
Multiplico minha subtração
O que falta daqui, está sobrando aí
Sofre mesmo é quem se entrega mais
Não desdenhe de minha atenção
Às feridas, me tenha compaixão
O mal vai desabar
Levando a intenção
Mágoa e rejeição
Não dá para entender a emoção
O sentimento vai
Encurtar a paixão
Desaceleração
Por ti bater mais fraco o coração

25 de fev. de 2013

Se verse

Se aparte
Vale mais um bom amigo
Desempate
Quando parecer perdido
Disparate
De um coração tranquilo
Desencaixe
Se te aperta, te comprime
Liberdade
É que a boca se exprime
Desconverse
Para não cometer crime
Se espante
Desconfie da verdade
Se levante
Vença o medo com coragem
E se verse

protesto

  num tempo onde as tragédias são celebradas alguns tantos te querem triste, derrotado levante, sorria para o espelho, para a vida o teu sor...