30 de set. de 2013

amai-vos!

amai-vos!
amai-vos!
esse é o mandamento
que o filho nos deixou

dez anos!
dez anos!
nesse confinamento
e nem sequer amou

mas o amor é de graça
dele não se exige
nele se espera
sai do coração
quando ele chega
nem a fé resiste
feitiço, crendice
ou a decisão
tampouco a ciência
ou onipotência
determinação
de quem quer que seja
o amor se almeja
rara inspiração

antes, cabe ao feito
lembrar que o respeito
é prerrogativa
dever ou direito
causa ou efeito
ponto de partida





27 de set. de 2013

A tua medida

Abra os teus olhos
Para a verdade
Seja o respeito
A tua medida
(...)
Enquadrar a dor
Se algo faz sofrer
Saiba que o amor
Desperta do ser
Vença o egoísmo
Saia do abismo
De teus pensamentos
Deus está contigo
Mesmo que o inimigo
Lhe traga tormentos












26 de set. de 2013

quanto mereço

e...
querendo retraio
temendo ensaio
um tropeço
é que perdi
o telefone
o endereço
não se amarga
joia rara
recomeço
meço
o coração
lhe ofereço
peço
e nunca sei
quanto mereço

a solidão

quem te completa
a solidão
palavra amarga

um desatino
que não há
quem solidário

se confunda
nem meio termo
é remédio 

ou sinfonia
uma canção
que solitária

é a chama
que resiste
a esperança

forasteira
volta e meia
ao coração

reaparece
feito sonho
passageiro

anoitece
o dia inteiro
e amanhece

o desejo
é saudade
feito boca

sem o beijo
a vontade
é utopia

no coração
a tristeza
é alegria

meu engano
é verdade
que se esconde








22 de set. de 2013

Setembro

claridade acordou
novidade nasceu
pensamento voou
cigarro se acendeu
desejo se soltou
liberdade prendeu
natureza honrou
no cerrado choveu
laço se desatou
destino irrompeu
o homem encontrou 
seu caminho escolheu
deus o abençoou
o demo recorreu
tempestade fechou
o corpo se escondeu
coração disparou
cabeça desprendeu
a vontade apertou
razão não entendeu
ansiedade brotou
o suor escorreu
setembro ensinou
e o medo cedeu
arriscando tentou
teu amor, escolheu





21 de set. de 2013

deixa de mão

vou aprender a me calar
não confundir a intenção
desejo, vou lhe esconder
a chama, eu vou suspender
mesmo se a lua não brilhar
mem o sol forte aquecer
não vai tocar mais a canção
se o descaso não se for
nos pés eu levo tuas mãos
para sanar de vez a dor
mas se de mim, você lembrar
desconfianças, levantar
pra onde foi meu coração
queira a noite clarear
o norte ao sul rememorar
fique onde está, deixa de mão

a cabeça e o coração

ao limite, o oportuno
ao descrente, toda a graça
ao combate, o coturno
ao efeito, a fumaça
desacato o encanto
desamarro o cadarço
politizo o meu canto
fumo o último do maço
democráticos sistemas
finalizam o meu fático 
teocráticos edemas
eternizam o midiático
queira a tua onisciência
levantar você do leito
falta ao mundo consciência
falta ao outro, o respeito
fé e amor caminham juntos
esperança e solidão
dor e medo em conjunto
a cabeça e o coração

protesto

  num tempo onde as tragédias são celebradas alguns tantos te querem triste, derrotado levante, sorria para o espelho, para a vida o teu sor...