você me engana
eu só omito uns fonemas
fico de cama
para encobrir meus edemas
não tenho vez em teu sabor
nem há valor em meu poder
sobra ação, falta querer
ao percorrer o teu viés
e perceber que sou assim
me descobrir, te encobrir
ressuscitar, morrer depois
você disfarça
eu me escondo com força
depois reclama
enquanto o frio me esquenta
falta amor, sobra prazer
dentro de nossas cabeças
te quero assim, sem se entregar
para depois me humilhar
nada demais em ser assim
olhe pra trás, frente a seguir
30 de out. de 2013
29 de out. de 2013
preceito
se o amor é uma lei
minha vida, uma doutrina
meu querer, um mandamento
o destino, a deus pertence
me escondo na palavra
pra chorar eu tenho fé
pra sorrir, imposição
na cabeça, toda crença
e no coração, preceito
quem decide o pecado
quem define o respeito?
minha vida, uma doutrina
meu querer, um mandamento
o destino, a deus pertence
me escondo na palavra
pra chorar eu tenho fé
pra sorrir, imposição
na cabeça, toda crença
e no coração, preceito
quem decide o pecado
quem define o respeito?
convite
Sei que antes do riso aparecer
Parecíamos ter - o que não ter
E se a marca não desaparecer
Um motivo a menos de prazer
E nos olhos tão tristes
Lágrimas são limites
Um cigarro na mão se acender
Uma vida sem ter o que dizer
E divaga depressa em perceber
Deus e demo o amor a maldizer
Um deserto despiste
A verdade um convite
Aquarelas de tons escurecer
Mal o dia nasceu para morrer
Colorido sem cor para rever
Um sentido sem rumo percorrer
O dinheiro existe
A saudade persiste
Parecíamos ter - o que não ter
E se a marca não desaparecer
Um motivo a menos de prazer
E nos olhos tão tristes
Lágrimas são limites
Um cigarro na mão se acender
Uma vida sem ter o que dizer
E divaga depressa em perceber
Deus e demo o amor a maldizer
Um deserto despiste
A verdade um convite
Aquarelas de tons escurecer
Mal o dia nasceu para morrer
Colorido sem cor para rever
Um sentido sem rumo percorrer
O dinheiro existe
A saudade persiste
16 de out. de 2013
caminho
nessa mania segrego a minha vontade
deixo o dia levar-me pra onde não quero
vento me traga de volta ao meu desatino
águas engulam as marcas de amor e agonia
nada demais em querer que eu seja eu mesmo
ou o melhor é esconder-me no manto sereno
que atacar o umbigo expondo a vaidade
e reinventar outro tema que eleja um caminho
deixo o dia levar-me pra onde não quero
vento me traga de volta ao meu desatino
águas engulam as marcas de amor e agonia
nada demais em querer que eu seja eu mesmo
ou o melhor é esconder-me no manto sereno
que atacar o umbigo expondo a vaidade
e reinventar outro tema que eleja um caminho
belo horizonte
não fumo só por vício
nem bebo um absurdo
falta atitude
em tua virtude atemporal
falta o feminino
em teu masculino imoral
vou dormir um pouco
aquietar o louco não compensa
sonhando me perco
lá eu me rotulo de veneno
bebo o quanto quero
cheiro a tua roupa na esquina
fujo para o monte
o belo horizonte me fascina
nem bebo um absurdo
falta atitude
em tua virtude atemporal
falta o feminino
em teu masculino imoral
vou dormir um pouco
aquietar o louco não compensa
sonhando me perco
lá eu me rotulo de veneno
bebo o quanto quero
cheiro a tua roupa na esquina
fujo para o monte
o belo horizonte me fascina
oboé
degustar o amor
parece com a fé
é deixar de mão
a própria razão
e não se conter
é fazer do não
uma afirmação
mesmo se doer
em que direção
o meu coração
deve percorrer?
um som de oboé
entrou na canção
vou trocar a fé
por outra ilusão
dever ou direito
desejo ou vontade
seja em outro jeito
seja noutra verdade
parece com a fé
é deixar de mão
a própria razão
e não se conter
é fazer do não
uma afirmação
mesmo se doer
em que direção
o meu coração
deve percorrer?
um som de oboé
entrou na canção
vou trocar a fé
por outra ilusão
dever ou direito
desejo ou vontade
seja em outro jeito
seja noutra verdade
14 de out. de 2013
o tempo fechou
que o tempo fechou
o sol se escondeu
maré se levantou
e tão logo choveu
divagando chegou
e enfim, entendeu
o sorriso encerrou
a vela derreteu
coração apertou
a lágrima desceu
a canção terminou
o dia entardeceu
o céu acinzentou
a lua entristeceu
o nó se desatou
o laço se rompeu
o sol se escondeu
maré se levantou
e tão logo choveu
divagando chegou
e enfim, entendeu
o sorriso encerrou
a vela derreteu
coração apertou
a lágrima desceu
a canção terminou
o dia entardeceu
o céu acinzentou
a lua entristeceu
o nó se desatou
o laço se rompeu
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