17 de jun de 2012
Quando a boca resolveu calar
Escondido estava o gesto, no olhar
Quis ficar sozinho
Me arrependi
E em tua caridade
Entendi

Pela tarde amarga
Meus ais resistiam ao riso
A alegria beirava o claustro
As certezas desmoronavam
Bem pertinho do abismo
Recuei

Pra não ser injusto
Com as emoções
Nem com o outro
Que ao lado
Resistiu

Não esperei anoitecer
E violei o meu silêncio
Irrompi

Deus me foi amigo
E me defendeu
Quanto ao outro
Mais que amigo
Entendeu

Que o dia traz o peso 
De um ontem sem desejo
Sem memória
Sem o beijo
Sem porvir

E o vir-a-ser
Tornou-se vida

Me perdoe 
E me ame
Sem reservas
Sem reclames
Sem fugir

E que o semblante da manhã
Se refaça com o riso
E na tarde eu desista
De ser o que não se espera

Na modesta escolha
Que eu também ame
Sem reservas
Sem reclames
Sem fugir





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Olá! Sou Marcio Lima, filósofo e poeta. Trabalho como professor de Sociologia nas redes públicas de Goiás e do DF. 

Em meus textos se encontram várias facetas de mim mesmo, do mundo que me rodeia, do outro e da experiência da transcendência que transforma. 

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