a cabeça
enche
de vento
e fumaça
e vou...
me esconder
debaixo das cobertas
no frio azul das tardes
de outono
no cinza breu das noites
de inverno
beba-me,
até a alvorada de teus sonhos
que o vento ateu
levou-me à janela
onde as estrelas falavam-me
de amores
de lá,
podia contemplar todos os santos
e me entregar em quase toda cena
veio a chuva
e castigou a terra árida...
o amor é brilho
que ofusca a vista
é labirinto
que não tem pista
é sentimento
inesperado
no sol da tarde
é minha sombra
quando invade
é minha lombra
que acerta o alvo:
o coração
17 de jun. de 2014
14 de jun. de 2014
se encosta
a pele
se encosta
no pelo
a nuca
se encosta
na boca
o dorso
se encosta
no dedo
joelho
se encosta
na coxa
o peito
se encosta
no seio
o moço
se encosta
na moça
se encosta
no pelo
a nuca
se encosta
na boca
o dorso
se encosta
no dedo
joelho
se encosta
na coxa
o peito
se encosta
no seio
o moço
se encosta
na moça
engano
vielas
veredas
caminhos
estradas pelo chão
me caso
descaso
agrido
agrado
pra chamar tua atenção
sou filho
sou fato
infiel ao teu pudor
no trilho
no mato
liberdade ao teu dispor
de noite
de dia
tristeza
alegria de montão
do sol
sou da lua
sou tua
desculpa
pra roubar teu coração
sagrado
profano
sobra pouco pra você
não caia
no engano
e depois se arrepender
veredas
caminhos
estradas pelo chão
me caso
descaso
agrido
agrado
pra chamar tua atenção
sou filho
sou fato
infiel ao teu pudor
no trilho
no mato
liberdade ao teu dispor
de noite
de dia
tristeza
alegria de montão
do sol
sou da lua
sou tua
desculpa
pra roubar teu coração
sagrado
profano
sobra pouco pra você
não caia
no engano
e depois se arrepender
ares de inverno
chega sem recado
mãos em meu afago
touca no cabelo
ar desavisado
cheiro de pecado
esmalte pela casa
nua enfeita o quarto
um beijo roubado
luz da sala acesa
entre os perigos
embaixo do umbigo
dentes afiados
mora a liberdade
meu colo invade
janela fechada
não resiste a luta
quando em tua nuca
a barba mal feita
mares no meu porto
dentro do teu corpo
ares de inverno
mãos em meu afago
touca no cabelo
ar desavisado
cheiro de pecado
esmalte pela casa
nua enfeita o quarto
um beijo roubado
luz da sala acesa
entre os perigos
embaixo do umbigo
dentes afiados
mora a liberdade
meu colo invade
janela fechada
não resiste a luta
quando em tua nuca
a barba mal feita
mares no meu porto
dentro do teu corpo
ares de inverno
minha fração
a
teia
encobriu
a
visão
do
outro
dividiu
o
amor
em
duas
partes
desiguais
só
me
dei
sem
medida
e
agora
não
posso
esconder
minha
fração
no mar
longe, no mar
foi a minha fé
cruzando as ondas
por entre as marés
amor foi sem dono
encontrar a paz
águas por lá
é um vai e vem
verdades se enganam
males fazem bem
e o abandono
não maltrata mais
razão de amar
como desse pão
vida é fantasia
rara e ilusão
logo chega o sono
sonhos vêm atrás
foi a minha fé
cruzando as ondas
por entre as marés
amor foi sem dono
encontrar a paz
águas por lá
é um vai e vem
verdades se enganam
males fazem bem
e o abandono
não maltrata mais
razão de amar
como desse pão
vida é fantasia
rara e ilusão
logo chega o sono
sonhos vêm atrás
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