uma pele cor de açúcar
de mascavo coração
tento esconder a culpa
juro feito confissão
pra depois pedir desculpas
me entrego em suas mãos
me escondo em sua nuca
lhe barganho atenção
18 de abr. de 2017
23 de ago. de 2016
"poli-vale"
decidir o que me cabe
seu calor cá na cidade
me detém aos teus caprichos
sou teu bem
mesmo que o ar lhe impeça
adentrando nessa festa
pouco ou muito
me acalmas
deixo tudo e o que me importa
curvilínea
reta
ou torta
deus me ganha pela testa
sem querer
peço a ele que me diga
qual valor terá a intriga
quando fujo e me atacas
baixo o clero
baixo a guarda
sou o berro
da amada
mãe, desejo de criança
a rever
se me falta a esperança
finjo não entrar dança
pra enfim sorrir na mágoa
dois serão melhor que uno
"poli-vale" um segundo
a mandíbula na fala
para crer
vou tentar amar direito
o que há de mais perfeito
minhas mãos em ti
amarras
hemorrágico em cena
deixa marcas qual edema
desatinos me alcançam
como um rei
que não sabe da vingança
a coroa é sua lança
a ferir quem lhe abraça
seu calor cá na cidade
me detém aos teus caprichos
sou teu bem
mesmo que o ar lhe impeça
adentrando nessa festa
pouco ou muito
me acalmas
deixo tudo e o que me importa
curvilínea
reta
ou torta
deus me ganha pela testa
sem querer
peço a ele que me diga
qual valor terá a intriga
quando fujo e me atacas
baixo o clero
baixo a guarda
sou o berro
da amada
mãe, desejo de criança
a rever
se me falta a esperança
finjo não entrar dança
pra enfim sorrir na mágoa
dois serão melhor que uno
"poli-vale" um segundo
a mandíbula na fala
para crer
vou tentar amar direito
o que há de mais perfeito
minhas mãos em ti
amarras
hemorrágico em cena
deixa marcas qual edema
desatinos me alcançam
como um rei
que não sabe da vingança
a coroa é sua lança
a ferir quem lhe abraça
22 de fev. de 2016
crivo
tudo por um crivo
que até maniqueu se reservara
vamos manter o humor,
o sorriso
e resistir ao próprio centro da fala
pois o tempo é o maldito escravo
que perdeu as horas desde que partiu
é,
o múltiplo
virou dois
o agora
só depois que eu morrer
que não adianta mais ir embora
o melhor mesmo é esperar
que até maniqueu se reservara
vamos manter o humor,
o sorriso
e resistir ao próprio centro da fala
pois o tempo é o maldito escravo
que perdeu as horas desde que partiu
é,
o múltiplo
virou dois
o agora
só depois que eu morrer
que não adianta mais ir embora
o melhor mesmo é esperar
empada
eu sou massa de empada crocante
que no sul se lambe o canto da boca
o recheio não tem nada de leve
tem sabor trans de gordura de afeto
que a luta segue em frente, de lado
sem saber qual é das partes que vence
perde até a compostura do gesto
que amar não vale o tempo que se perde
sobriedade é loucura na veia
o poente deixa rastros na noite
livres, mas bem amarrada a corrente
que nem sempre o sol brilha pra todos
que no sul se lambe o canto da boca
o recheio não tem nada de leve
tem sabor trans de gordura de afeto
que a luta segue em frente, de lado
sem saber qual é das partes que vence
perde até a compostura do gesto
que amar não vale o tempo que se perde
sobriedade é loucura na veia
o poente deixa rastros na noite
livres, mas bem amarrada a corrente
que nem sempre o sol brilha pra todos
preto
é do preto que eu gosto
é no preto que eu me encosto
nas noites serenas
é do momento eterno e raro
quando isso tudo vai pro ralo
vaidades pequenas
e vem a morte feito um raio
a me acender
vai me levar até a estrela
e disso tudo o que vai sobrar
o teu perdão
o meu penar
a tua glória
e mansidão
o mar e o céu de terra
o mal e a caridade
é no preto que eu me encosto
nas noites serenas
é do momento eterno e raro
quando isso tudo vai pro ralo
vaidades pequenas
e vem a morte feito um raio
a me acender
vai me levar até a estrela
e disso tudo o que vai sobrar
o teu perdão
o meu penar
a tua glória
e mansidão
o mar e o céu de terra
o mal e a caridade
teu gosto
quero
cuspir
o
teu
gosto
fugir
do
teu
corpo
meu bem
deixa
eu
cortar
esse
laço
abrir
o
abraço
me desvencilhar
de você
eu
que
não
valho
um
do
maço
me
dou
em
pedaços
de
mim
vá
por
favor
me esqueça
não
há
quem
mereça
a dor
não
sou
eu
mais
teu
escravo
ou
senhor
motivado
ao
prazer
sinta
o amor
com
cuidado
ele
só
é
amado
talvez
cuspir
o
teu
gosto
fugir
do
teu
corpo
meu bem
deixa
eu
cortar
esse
laço
abrir
o
abraço
me desvencilhar
de você
eu
que
não
valho
um
do
maço
me
dou
em
pedaços
de
mim
vá
por
favor
me esqueça
não
há
quem
mereça
a dor
não
sou
eu
mais
teu
escravo
ou
senhor
motivado
ao
prazer
sinta
o amor
com
cuidado
ele
só
é
amado
talvez
regente
o balanço das mãos do regente
a saudade no porto atracada
um desejo subserviente
nos move, nos prende, nos para
seu amor noutra vida
o sabor de tua boca
o descaso, a partilha
o silêncio da briga
e no jogo do velho e
do novo
me entrego de novo
manada e matilha
quem te ama não sabe a verdade
quem se entrega demais nada exige
vem amor
me carrega no colo
o sul do teu polo
em meu norte
se abriga
tanto faz se não temos direito
tanto faz se nos falta a razão
quando chegam o amor e o amado
nos cobrem, nos enchem de satisfação
desafiam o passado, o presente,
futuro é na mente a imaginação
a saudade no porto atracada
um desejo subserviente
nos move, nos prende, nos para
seu amor noutra vida
o sabor de tua boca
o descaso, a partilha
o silêncio da briga
e no jogo do velho e
do novo
me entrego de novo
manada e matilha
quem te ama não sabe a verdade
quem se entrega demais nada exige
vem amor
me carrega no colo
o sul do teu polo
em meu norte
se abriga
tanto faz se não temos direito
tanto faz se nos falta a razão
quando chegam o amor e o amado
nos cobrem, nos enchem de satisfação
desafiam o passado, o presente,
futuro é na mente a imaginação
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